Stara inaugura centro de distribuição de peças em Aparecida de Goiânia

Wandell Seixas
A Stara, pioneira em agricultura de precisão e núcleo familiar, inaugurou na noite de ontem, 18, seu centro de distribuição de peças em Aparecida de Goiânia. Segundo seus executivos, a unidade foi instalada para acelerar a reposição de componentes. E, também, reduzir o tempo de entrega e dar suporte às operações agrícolas durante os períodos de maior demanda.
Durante a solenidade de instalação, o diretor-presidente da empresa, Átila Stapelbroek Trennepohl, explicou que a definição de Aparecida de Goiânia ocorreu após estudos logísticos realizados nos últimos anos. “Consideramos quatro cidades importantes do país e chegamos à conclusão que aqui era o melhor lugar para atender o maior número de regiões da melhor forma possível. Muitas empresas de logística estão instaladas aqui, o que nos ajuda muito a ganhar velocidade”, observou.
Enquanto as revendas mantêm estoques para atender a maior parte da demanda diária, o centro de distribuição dará suporte ao fornecimento de peças de menor giro ou de itens cuja reposição precisa ocorrer com rapidez para reduzir o tempo de parada das máquinas.
Ao discorrer sobre a trajetória da empresa, mostrou que atualmente conta com 146 pontos de atendimento no Brasil, exporta para 35 países e mantém unidades industriais no Rio Grande do Sul, além de operação na Argentina e escritórios comerciais no Leste Europeu e na África do Sul.
O presidente do Conselho de Administração, Gilson Trennepohl, afirmou que a inauguração representa a concretização de um projeto voltado à redução da distância logística entre as fábricas da empresa e os clientes das principais regiões produtoras do país. Conforme ele, a expansão da agricultura brasileira exigiu uma nova estrutura para agilizar o fornecimento de peças de reposição.
“Nós nunca conseguimos resolver o problema das peças, porque estamos a dois mil, dois mil e quinhentos e até três mil quilômetros de distância de alguns dos nossos clientes. Esse sonho foi construído pelo Átila e pelas equipes comerciais e de peças”, afirmou.
Gilson relatou que os resultados da nova operação começaram a aparecer ainda no primeiro dia de funcionamento da unidade. Como exemplo, citou um pedido realizado pela manhã que foi entregue poucas horas depois. “Foi pedida uma peça às oito da manhã e, ao meio-dia, ela já estava em Silvânia. Isso mostra a velocidade que essa operação pode oferecer”, demonstrou.
Para o presidente do Conselho, a disponibilidade de peças influencia diretamente o desempenho das operações no campo. “Uma máquina parada na hora em que ela mais precisa trabalhar representa prejuízo para o produtor. Quem mais vai valorizar esse investimento será o próprio produtor”, afirmou.
Ao abordar o cenário econômico, Gilson reconheceu que o agronegócio enfrenta um período de desafios, mas afirmou que a empresa mantém sua estratégia de investimentos. “Estamos vivendo um momento difícil, mas isto também passará”, declarou, ao lamentar as atuais taxas de juros que “Brasília atrapalha muito”, numa referência indireta ao governo federal.
Em Aparecida de Goiânia são ao todo 40 empregos diretos, observando que poderiam ser bem mais, mas o Centro de Distribuição de Peças é todo automatizado.