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Produção de leite no inverno é impactada por doenças respiratórias. Saiba como combater o desafio sanitário

Mudanças bruscas de temperatura, permanência dos animais em ambientes fechados e deficiência da ventilação contribuem para o surgimento de problemas de saúde nas vacas leiteiras

O inverno, que começou oficialmente no dia 21 de junho, traz um desafio extra para os produtores de leite. Nessa época do ano, aumentam os casos de doenças respiratórias nos rebanhos, afetando a saúde dos animais e a produtividade das fazendas. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) alerta que a permanência dos bovinos em ambientes mais fechados e a aglomeração em busca de conforto térmico contribuem para a disseminação de agentes causadores dessas doenças.

Durante o frio, animais que são mantidos em galpões fechados, o que reduz a circulação de ar e aumenta a concentração de gases, como a amônia. Além disso, variações bruscas de temperatura causam estresse térmico e imunossupressão. “O inverno cria um ambiente perfeito para a disseminação de vírus e bactérias, já que os animais ficam mais próximos e vulneráveis”, explica o médico-veterinário Alex Scariot, coordenador técnico da MCassab Nutrição e Saúde Animal na área de bovinos de leite.

As principais doenças nessa época incluem Rinotraqueíte Infecciosa Bovina, BRSV (Vírus Sincicial Respiratório Bovino), PI3 (Parainfluenza 3) e BVD (Diarreia Viral Bovina), que prejudicam o sistema imunológico dos animais. Entre as bactérias, as principais são Mannheimia haemolyticaPasteurella multocida e Histophilus somni, responsáveis por pneumonias graves. “Esses agentes atuam em conjunto. Os vírus abrem portas para infecções bacterianas sérias. É como se o organismo das vacas ficasse vulnerável após a primeira invasão viral, permitindo que bactérias ruins causem quadros de pneumonia graves e de difícil recuperação”, destaca Alex.

Tosse persistente, corrimento nasal e ocular, temperatura corporal acima de 39,5°C, respiração acelerada ou pela boca, isolamento do grupo, cabeça baixa e queda brusca no consumo de alimentos. Todos são sinais de alerta. O tratamento, sempre coordenado por um médico-veterinário, inclui antimicrobianos, medidas de suporte como hidratação e nutrição adequada.

A prevenção passa por instalações bem ventiladas sem correntes de ar direto, camas secas e limpas e quantidade adequada de animais por área para evitar superlotação. “O diagnóstico precoce é um dos maiores desafios. Quando os sintomas ficam aparentes, muitas vezes o pulmão já apresenta lesões graves. Por isso, investir em prevenção é sempre mais barato e eficaz do que tratar surtos avançados”, assinala o especialista da MCassab.

Sobre a MCassab – O Grupo MCassab é uma organização familiar nacional, fundada em 1928, com administração profissional, que distribui ao mercado brasileiro e latino-americano. Com matriz em São Paulo (SP), a empresa está presente nas grandes capitais do Brasil, além de escritórios na Argentina, Paraguai, Uruguai, México, Colômbia, China e Índia. O negócio de Nutrição e Saúde Animal é um dos maiores do Brasil, atuando com especialidades e ingredientes para avicultura, suinocultura, pecuária de corte e leite, aquacultura e petfood. A Fider Pescados, que se dedica à criação e ao desenvolvimento de produtos a partir da tilápia. O negócio de Distribuição atende à área industrial com o fornecimento de matérias-primas para cosméticos, limpeza doméstica e institucional, farmacêutica, veterinária, química e agrícola. A NUTROR oferece pré-misturas customizadas ao mercado de alimentos, bebidas, suplementos e nutrição clínica. Mais informações: www.mcassab.com.br.

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