Goiás ocupa 5º lugar no ranking nacional do setor hortigranjeiro

Wandell Seixas
O setor hortigranjeiro movimentou 16,6 milhões de toneladas, com R$ 68,7 bilhões comercializados, através das 54 centrais de abastecimento, em 2025. Os dados, os mais recentes, foram recém divulgados pela Conab e fazem parte das ações do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). Os maiores indicadores foram apurados em Rio Branco (AC) (24,11%) e Goiânia (21,04%).
Os números do Prohort apresentam uma novidade. A Ceasa de Goiânia comercializou 987.937.123de quilos no decorrer do ano passado com uma participação de 5.93%, ocupando a quinto lugar no ranking nacional. Goiás, por outro lado, se destacou pela alta produtividade de frutas na microrregião de Ceres, principalmente no município de Uruana, mas com queda moderada das margens para os produtores. Uruana é um dos maiores produtores de melancia do País.
De acordo com o levantamento, as centrais com maior comercialização de hortigranjeiros em 2025 foram a CEAGESP, na unidade da capital paulista, com volume de 2,99 milhões de toneladas e montante de R$ 13,9 bilhões; o Mercado Municipal de Juazeiro/BA, com 1,62 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões; a Ceasa Minas, localizada em Contagem, com 1,499 milhão de toneladas e R$ 6 bilhões; e a Ceasa/RJ, com 1,497 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões comercializados.
A pesquisa da Conab também apontou estabilidade no volume total de hortigranjeiros vendidos nos entrepostos atacadistas considerados, com redução de 0,82% em relação a 2024. Para o quantitativo negociado, a queda de 9,29% está associada aos patamares superiores de preços verificados em 2024, devido às condições climáticas adversas. No comparativo por regiões, o Sudeste foi responsável por 52% do volume de vendas de hortigranjeiros em 2025 e por 54% do total negociado.
Entre as 26 Ceasas que compõem a base de dados do Sistema de Informações do Mercado Atacadista de Hortigranjeiros, a movimentação de hortaliças cresceu em seis unidades, com maiores percentuais em Rio Branco/AC (44,9%), Belo Horizonte/MG (4,4%) e Foz do Iguaçu/PR (4,2%). No total, houve redução de 2,8% na quantidade de produtos comercializados em 2025. O documento evidencia a interferência das condições climáticas adversas sobre a produção.
Para as frutas, a Companhia registrou aumento no quantitativo transacionado em 11 Ceasas. Os maiores indicadores foram apurados em Rio Branco/AC (24,11%) e Goiânia/GO (21,04%). No comparativo anual, o levantamento apontou queda de 1,52% na comercialização de frutas no último ano. De acordo com a análise, a variação reflete um mercado resiliente, com influência de variações térmicas e regime de chuvas sobre o volume ofertado.
O Brasil exportou 1,3 milhão de toneladas de frutas em 2025, com elevação de 19,7% em relação a 2024. Entre janeiro e dezembro do último ano, o faturamento cresceu 29%, atingindo U$S 1,56 bilhão. Os números resultam do aumento dos envios de mangas, melões, melancias, limões e limas para o mercado exterior, que representam mais de 73,5% do total exportado. O principal destino das frutas brasileiras foi a União Europeia.