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Inflação de Goiânia fica abaixo da média nacional pela primeira vez em 4 meses

Além do IPCA, que abrange as famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos, o IBGE divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que investiga as famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos.

Em julho, a variação apresentada pelo INPC (0,10%) foi maior que a apontada pelo IPCA (0,00%) em Goiânia. Isso indica que o impacto da inflação foi maior para os mais pobres, que recebem até cinco salários mínimos. Quanto ao valor acumulado em 12 meses, porém, a capital goiana assinala taxa de 5,49% para o INPC, abaixo da registrada para o IPCA (5,56%).

No Brasil, o INPC teve variação negativa de 0,01% em julho, ficando 0,15 p.p. abaixo de junho (0,14%). O índice acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,33% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Goiânia ficou estável (0,00%), após registrar alta de 0,26% em junho. O resultado foi superior ao apresentado para o mesmo mês de 2025 (-0,14%), mas, pela primeira vez nos últimos quatro meses, ficou abaixo da média nacional (0,07%). Na Capital, a variação acumulada no ano é de 3,51% e, nos últimos 12 meses, de 5,56%.

No Brasil, o índice de julho foi de 0,07%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo do 0,16% registrado em junho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%. O maior impacto veio do grupo Habitação (0,99%). Já Alimentação e bebidas caiu 0,67%. Os demais grupos variaram entre -0,66% (Vestuário) e 0,40% (Saúde e cuidados pessoais).

Mesmo com a estabilidade do IPCA de Goiânia em julho (0,00%), os custos relacionados à moradia continuaram pressionando o orçamento das famílias. O grupo Habitação registrou alta de 0,98%, a maior entre os nove grupos pesquisados. Os maiores impactos vieram da energia elétrica residencial, que subiu 2,19%, e do gás de botijão, com alta de 1,75%.

A energia elétrica residencial acumula aumento de 18,89% nos últimos 12 meses em Goiânia, percentual mais que duas vezes superior ao registrado nacionalmente (8,85%). Além disso, julho marcou o segundo mês consecutivo de alta para o item, após avanço de 2,88% em junho.

Já o gás de botijão apresentou comportamento oposto ao observado no país. Enquanto os preços recuaram 1,13% no Brasil, em Goiânia houve alta de 1,75%. Nos últimos 12 meses, o produto acumula aumento de 5,32% na capital.

Alimentação fora do domicílio completa quase um ano de altas consecutivas

Enquanto os preços da Alimentação no domicílio recuaram em julho, as refeições feitas fora do domicílio continuaram mais caras para os consumidores goianienses.

O subgrupo Alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,54%, resultado praticamente igual ao observado para o Brasil (0,55%). Em Goiânia, esta foi a 11ª variação positiva nos últimos 12 meses. Desde agosto de 2025 (-0,65%), o subgrupo não registra queda, acumulando sucessivos aumentos em despesas frequentes do dia a dia, como refeições e lanches. Em julho, o lanche subiu 0,96%, enquanto a refeição apresentou variação de 0,02%.

Apesar da pressão recente, o acumulado em 12 meses da alimentação fora do domicílio ficou em 4,79% na capital, abaixo dos 5,55% registrados para o conjunto do país.

Preços do tomate e batata caem mais de 20%, mas Carnes sofrem aumento

O principal alívio para a inflação de julho veio da alimentação consumida nos domicílios. O subgrupo Alimentação no domicílio registrou queda de 1,02%, contribuindo para que o grupo Alimentação e bebidas encerrasse o mês com variação negativa de 0,61%.

Entre os destaques, o tomate apresentou queda de 27,26% e a batata-inglesa recuou 22,19%. No caso do tomate, a queda foi a maior observada desde julho de 2024 (-37,14%). O produto registrou reduções consecutivas em junho (-7,63%) e julho (-27,26%), encerrando o mês com variação acumulada negativa de 18,83% em 12 meses.

A batata-inglesa apresentou comportamento semelhante. Seu preço caiu 22,19% em julho, a maior retração desde julho de 2025 (-22,24%). Apesar do recuo, ainda acumula alta de 58,44% nos últimos 12 meses em Goiânia.

Em sentido contrário, o item Carnes registrou aumento de 0,30% na capital, enquanto ficou praticamente estável no Brasil (-0,03%). Os maiores aumentos foram observados no acém (1,94%), na chã de dentro (1,53%) e na alcatra (1,38%). Com isso, o item acumula alta de 7,62% nos últimos 12 meses em Goiânia, mantendo pressão sobre um dos produtos mais presentes na alimentação das famílias.

Combustíveis de veículos caem pelo segundo mês, mas têm alta de quase 10% no último ano

Os preços dos Combustíveis de veículos recuaram 1,65% em julho, após já terem registrado queda de 1,37% em junho. O resultado contribuiu para que o grupo de Transportes encerrasse o mês com queda de 0,60%, exercendo importante influência para conter a inflação da capital.

Entre os combustíveis pesquisados, os destaques foram as reduções do etanol (-3,09%), da gasolina (-1,41%) e do óleo diesel (-1,12%). O comportamento foi semelhante ao observado nacionalmente, onde o item também apresentou queda (-1,44%).

Apesar do alívio recente para quem abastece o veículo, os combustíveis ainda acumulam alta de 9,12% nos últimos 12 meses em Goiânia, percentual mais que duas vezes superior ao registrado para o conjunto do país (4,43%). O resultado indica que as reduções observadas nos últimos dois meses ainda não foram suficientes para compensar os aumentos acumulados ao longo do último ano.

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