Tendência

Aviação agrícola: Posição de Goiás

Zé Mário Schreiner

Produtor rural, presidente da Faeg, do Conselho Deliberativo do Sebrae-GO (2023-2026) e ex-deputado federal por Goiás (2019-2023).

A aviação agrícola brasileira é uma peça estratégica para a produtividade e a competitividade do nosso agro. Atualmente, 2.866 aeronaves estão registradas na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a segunda maior frota do mundo, além de mais de 10 mil drones agrícolas em operação. Especificamente em Goiás são 320 aeronaves registradas, a quarta maior frota nacional.

Esses números revelam a dimensão de uma atividade que vai muito além da aplicação aérea. A aviação agrícola está presente em aproximadamente 29 culturas agrícolas, alcança mais de 130 milhões de hectares e responde por 25% das aplicações de defensivos agrícolas no Brasil. Também está relacionada a 49% das culturas que compõem a pauta exportadora brasileira.

Foi com essa dimensão em mente que participei em Goianápolis do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, um dos principais espaços de discussão sobre tecnologia, inovação, segurança e os novos caminhos da atividade.

E o Sistema Faeg Senar também esteve presente nesse movimento de aproximação entre tecnologia e produtor rural, com a Carreta Senar Agro 360. A unidade móvel leva tecnologia, interatividade e inovação para diferentes regiões de Goiás, com uma estrutura que inclui espaço para podcast, sala de projeção e simuladores, ampliando as possibilidades de demonstração, capacitação e contato dos profissionais do agro com novas ferramentas.

Chama a atenção a velocidade dessa transformação. Aeronaves cada vez mais eficientes, sistemas de precisão, drones, ferramentas digitais e novas soluções tecnológicas estão mudando a forma como o produtor toma decisões e conduz as operações no campo.

Mas tecnologia, por si só, não basta. Para que inovação se transforme efetivamente em produtividade, segurança e sustentabilidade, precisamos investir também em conhecimento e qualificação. O crescimento do setor exige pilotos, mecânicos, técnicos, operadores e profissionais preparados para trabalhar com tecnologias cada vez mais sofisticadas.

O Congresso reforça justamente essa necessidade: discutir o presente, antecipar o futuro e aproximar quem desenvolve tecnologia de quem está no campo fazendo o agro acontecer.

É esse agro inovador, produtivo, seguro e qualificado que precisamos continuar fortalecendo.

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