Daniel Vilela: Propostas para o agro
Wandell Seixas
Daniel Elias Carvalho Vilela (42) é bacharel em Direito, ex-futebolista e político filiado ao MDB, pós-graduado em gestão pública. Na condição de vice-governador de Ronaldo Caiado, que se ausentou para se candidatar à Presidência da República, Daniel Vilela passou a ocupar o cargo de governador de Goiás, condição que pleiteia no pleito de 4 de outubro próximo. Suas origens são de Jataí, município que tem sua economia praticamente voltada para a atividade agropecuária.
Como candidato apresentou seu plano de governo, onde insere as propostas para a cadeia do agronegócio. Segundo Vilela o “motor da economia goiana ganhou outro ritmo nos últimos anos, mas o salto dado até aqui serve apenas de escada para uma ambição muito maior: transformar o Estado em um polo cada vez mais competitivo, tecnológico e pronto para surfar as ondas do futuro”.
Para ele, o Estado precisava atrair investimentos, abrir portas para o emprego e dar fôlego a quem queria produzir. A saída foi desenhar um ambiente de negócios sem amarras burocráticas, fincado na liberdade econômica, no apoio incansável ao agronegócio, na injeção pesada de dinheiro em infraestrutura.
Na porteira para fora, Goiás cravou seu nome entre as maiores potências do agro ao conquistar o cobiçado status internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação, carimbo que abriu fronteiras e mercados exigentes. Paralelamente, o Estado na gestão Caiado reforçou a defesa sanitária com laboratórios de ponta e fiscalização rigorosa. Em sua proposta, esse processo deve prosseguir. .
Lembra que a “base da pirâmide rural não ficou de fora. Por meio da Emater, o trabalho chegou de perto a milhares de famílias de pequenos agricultores com assistência técnica de verdade, tecnologia e capacitação, garantindo que o sustento e a permanência na terra fossem sinônimos de vida digna e renda reforçada”.
O eixo estratégico que conecta o crescimento econômico à conservação ambiental ganhou novos parâmetros em Goiás, redesenhando a equação entre preservar o Cerrado e assegurar estabilidade jurídica ao setor produtivo. Mais do que conter perdas históricas, a política pública instaurada nos últimos anos estruturou o terreno para o próximo salto: expandir as bases da economia verde, blindar o território contra choques climáticos e projetar o Estado para a próxima década.
Garantir o protagonismo contínuo do agronegócio — principal motor da economia goiana —, assegurando o crescimento sustentável do setor, o adensamento do valor agregado à produção primária, o ganho de competitividade e a resiliência frente às mudanças climáticas, às exigências socioambientais e aos desafios de segurança no campo.
Estimular a agropecuária por meio da ampliação do acesso ao crédito, da assistência técnica, da inovação e da modernização da produção. O Estado continuará fortalecendo a defesa agropecuária, preservando o status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação, incentivará a adoção de tecnologias de precisão, práticas de agricultura de baixo carbono e soluções voltadas à sustentabilidade. Também promoverá investimentos em infraestrutura logística, segurança jurídica e no fortalecimento das patrulhas rurais, ampliando a prevenção e o combate aos crimes no campo e garantindo mais proteção aos produtores.
Afirmar a liderança goiana como potência agropecuária global, aliando alta produtividade, combinando inovação, sustentabilidade e segurança patrimonial. A estratégia expandirá o acesso a novos mercados internacionais e atrairá indústrias de processamento, gerando emprego, renda e desenvolvimento em todas as regiões goianas.
O Estado dará continuidade e aperfeiçoará planos regionais de desenvolvimento, como o Plano de Desenvolvimento do Vale do Rio Araguaia e o Plano Diretor Florestal para o Estado, estruturado para identificar desafios, oportunidades e projetos estratégicos capazes de promover o crescimento sustentável da região, valorizando suas vocações produtivas, ambientais e territoriais.