Cachaça Da Posse é produzida em Guapó, mas o seu consumo chega a Portugal

 No dia 13 de setembro é comemorado o Dia Nacional da Cachaça, oficializado pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). Nem precisa discorrer sobre o seu consumo nos diferentes ambientes. Sua história nasceu ainda no período colonial. Mas, em Goiás a aguardente tem a sua narrativa particular. Em Goiânia, ocorreu desde o dia 9, prolongando até domingo, 13, o 1º Festival da Cachaça no hall do Flamboyant Shopping.

Quando em 1996 Eneas Vieira Pinto ganhou um alambique de um amigo de sua terra natal, Lima Duarte (MG) nascia ali a Cachaça da Posse, nome dado à marca. Desde então produção cresce em decorrência da procura. Esse mineiro seguiu em Goiás a vocação rural. Além de criar gado de leite, tornou-se um produtor de cachaça.

 A premiação da aguardente de Guapó, a 27 quilômetros de Goiânia, a capital do Estado, ocorre no Brasil e no exterior. A cidade situa-se às margens da rodovia BR-060, a 30 quilômetros e a 240 de Brasília. População: Estimada em 19.545 habitantes (IBGE 2022). O termo “Guapó” vem do tupi e significa “comedor de raízes”.

O município tem sua economia baseada na produção agropecuária e industrial, com destaque para cerâmicas, frigoríficos e exploração de minérios não metálicos, como caulim e argila. O povoado cresceu ao redor de uma capela inaugurada em 1905, tornando-se município tornando-se município em 1948.

Mas, volvemos à aguardente. Filho de Eneas, Guto Guedes comanda atualmente a empresa. E tem a satisfação de revelar que a Cachaça da Posse já foi comercializada em Portugal.  Hoje ganha contornos de indústria aberta a visitações para os apreciadores desse destilado. Da Posse prata, Amburana, Carvalho. Para todos os paladares e gostos.

História da cachaça brasileira

É a bebida genuinamente brasileira, com forte ligação histórica com o período colonial. A primeira plantação de cana-de-açúcar foi feita em 1504 por Fernão de Noronha. E há referências de que o primeiro engenho de açúcar foi construído em 1516, na Feitoria de Itamaracá.

Na década de 1530, conforme o Google, os primeiros donatários portugueses iniciaram empreendimentos nas terras da América Portuguesa, em especial nas capitanias de Pernambuco e São Vicente, fomentando os engenhos de açúcar.

Assim, surgem, na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura. Apesar de não haver um registro preciso sobre o verdadeiro local onde a primeira destilação da cachaça tenha sido iniciada, pode-se afirmar que ela se deu no território brasileiro, em algum engenho do litoral, entre os anos de 1516 e 1532, sendo, portanto, o primeiro destilado da América Latina.

A geração inicial de colonizadores portugueses no Brasil apreciava a bagaceira portuguesa e o vinho do porto. Assim como a alimentação, grande parte da bebida era importada da metrópole portuguesa.

Produção em larga escala

Em 1756, surge, em Pernambuco, a primeira aguardente industrializada do Brasil: a cachaça Monjopina, comercializada em garrafa lacrada.

Quase dois séculos depois, com o desenvolvimento do parque industrial brasileiro a partir da primeira metade do século XX, os subprodutos dos engenhos de açúcar, que antes eram utilizados na fabricação da cachaça, começaram a ser empregados em outras áreas.

 Como suplemento para forragens para animais, adubação orgânica, confecção de moldes na indústria de fundição e refratários, para dar consistência ao papelão e à casquinha de sorvete, além dos seus empregos na alcoolquímica, cosméticos, bebidas e na indústria farmacêutica e de tintas e vernizes.

 A adoção do álcool como combustível, principalmente a partir da década de 1970, implicou na total escassez da matéria prima para os produtores de cachaça. Eles foram obrigados a plantar cana e obter a cachaça do caldo de cana fermentado.

A ponteira da cana-de-açúcar pode ser utilizada em silagem para alimentação animal. Já o bagaço é rico em fibras, porém pouco nutritivo, especialmente se o processo de moagem foi eficiente. O indicado é utilizá-lo depois de seco, nas caldeiras como substituto de parte da madeira, ou mesmo para a produção artefatos artesanais.

Além de sua utilização como combustível para caldeiras e geração de energia elétrica, o bagaço de cana vem sendo utilizado na alimentação de bovinos, na remoção de poluentes da água, na substituição da areia na construção civil, na confecção de luminárias, na produção de fertilizantes, como substrato no cultivo de mudas de orquídeas, na produção do fibrocimento, do etanol de segunda geração, de chapas de partículas, de briquetes, como aditivo do asfalto .

O vinhoto é comumente utilizado como fertilizante e também na produção de biogás em algumas destilarias. Entretanto, este subproduto não deve, de forma alguma ser jogado em rios ou leitos de água sem tratamento prévio por ser altamente poluente. Conforme este Regulamento Técnico, a “cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38% a 48% a 20°C.

            Na gastronomia combina perfeitamente com pratos típicos como feijoada e petiscos. Existe uma imensa riqueza de sabores vindos da cana-de-açúcar e dos diferentes tipos de madeiras usados no envelhecimento

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