Saindo do Forno
12/09/2026/Sábado
AGA convoca associados para eleição da diretoria no próximo dia 25
A Associação Goiana de Avicultura (AGA) baixou edital de convocação dos associados para assembléia geral ordinária no próximo dia 25 às 17 horas. Na pauta eleição da diretoria para o biênio 2026/2028. E a apresentação do Relatório Financeiro referente ao biênio 2025/2026. A entidade foi fundada em 14 de abril de 1978 e graças a seu apoio tem superado doenças no criatório. Na economia, o setor goiano responde por 9,20% dos abates em nível nacional. Isso equivale a 525 milhões de cabeças em 2025. No Brasil os abates de frangos corresponderam a 5.706 bilhões. O goiano é um apreciador na gastronomia de carne de frango. Adicionado ao pequi, fruto nativo da região, já deixa muitos com água na boca. Em tempo: a sede da AGA fica no Parque Agropecuário Pedro Ludovico, na Vila Nova, em Goiânia.
Prêmio contribui para o avanço da inovação em fertilizantes no Brasil
A ANDA anunciou, durante o 13º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, o vencedor da quinta edição do Prêmio Carlos Florence. O reconhecimento foi concedido ao Euler dos Santos Silva pelo trabalho “Tecnologia de co-granulação de fertilizantes fosfatados com enxofre elementar micronizado”. Criado para valorizar a produção científica e estimular a inovação no setor, o Prêmio Carlos Florence reconhece trabalhos acadêmicos que apresentem avanços relevantes para a agricultura, especialmente nas áreas de fertilidade e uso do solo, desenvolvimento de produtos, gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes, além de pesquisas relacionadas à sustentabilidade e à eficiência no uso de nutrientes. O trabalho vencedor foi selecionado pela Comissão Julgadora, que avaliou os projetos inscritos a partir de critérios como inovação, viabilidade e impacto no mercado, conforme estabelecido no regulamento da premiação. Como reconhecimento, o vencedor recebeu R$ 15 mil.
CATI promove reunião com produtores sobre crédito emergencial
Produtores de Ribeirão Preto, Taquaritinga, Jaboticabal, Itápolis, Guariba, Pradópolis, Dumont, Cândido Rodrigues e Barrinha estão sendo convidados pela CATI para uma reunião sobre o crédito emergencial oferecido pelo Governo de São Paulo em virtude do temporal que devastou esses municípios em 24 de julho. O encontro será realizado na próxima quinta (17) no Sindicato Rural de Taquaritinga. Os recursos financeiros serão repassados pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), da SAA, e pela agência de fomento estadual, Desenvolve SP. O Estado liberou duas linhas de crédito para produtores. A primeira, operacionalizada pela SAA/CATI, é mais indicada ao agricultor que precisa recompor seu ciclo produtivo, pois permite combinar custeio e investimento dentro de uma operação de até R$ 150 mil, com taxa efetiva de juros de 3% ao ano, prazo total de 72 meses e carência de até três anos.
XCMG Brasil e Transportadora Navarini fecham negócio de R$ 500 milhões
A XCMG Brasile aTransportadora Navarini anunciam a venda de 251 cavalos mecânicos 100% elétricos do modelo E7-95T, em uma operação de R$ 500 milhões — a maior compra de caminhões rodoviários elétricos pesados já realizada na América Latina. O contrato foi assinado na sede global da XCMG, em Xuzhou, na China, e consolida a Navarini, transportadora de Sorriso (MT) dedicada à logística do agronegócio, como detentora da maior frota do gênero na região. Mais do que um recorde comercial, o negócio inaugura uma nova escala para a transição energética no transporte de cargas brasileiro. Até hoje, a eletrificação de caminhões no País avançou em operações urbanas e de curta distância; com a Navarini, ela chega ao segmento mais exigente de todos: o transporte pesado de grãos em rotas de longa distância, coração do escoamento da safra do agronegócio — setor responsável por cerca de um quarto do PIB nacional.
Luiz Carlos Marino, diretor da ACNB, destaca papel dos criadores
Ao longo de sete mandatos, o pecuarista Luiz Carlos Marino contribui para o fortalecimento da raça como diretor da Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). Nesse período, também acompanha de perto a evolução da pecuária. No sétimo episódio do Nelore Podcast, já disponível no Spotify e no YouTube TV Nelore, ele enaltece o trabalho da diretoria da entidade, dando o suporte necessário para a contínua valorização da raça e dos criadores. Ele destaca a valorização do Ranking Nacional Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens, que premia um dos pilares da raça, o melhoramento genético. “O Ranking é uma importante vitrine para o Nelore. “Se não houvesse o Ranking, será que alguém investiria R$ 100 mil ou R$ 200 mil em uma aspiração? Ele só compra porque o animal foi julgado, apreciado, avaliado por um corpo técnico de jurados. E isso dá credibilidade”, afirma. Para Marino, a evolução da seleção genética do Nelore é resultado do trabalho conjunto entre criadores, entidade e profissionais envolvidos com a raça. Como membro da diretoria da associação há quase três décadas, Marino acompanhou pessoalmente o nascimento do Circuito Nelore de Qualidade até se tornar o maior campeonato de avaliação de bovinos do mundo.
Brasil pode ser potência na produção sustentável de minerais críticos
As mudanças geopolíticas e o avanço da transição energética colocaram as terras raras no centro do debate público e abriram uma oportunidade única para que o Brasil oferte minerais críticos refinados para compradores estrangeiros com uma pegada ambiental reduzida. Esse foi um dos principais fatores apontados durante a Plenária de Mineração e Metalurgia com o tema “Terras raras: oportunidades e desafios para o Brasil”, realizada no segundo dia da ABM Week. “O Brasil vai se posicionar como o país com as minas mais sustentáveis do mundo em termos de terras raras no prazo de dois anos”, afirmou Klaus Petersen, geólogo e membro da Associação de Minerais Críticos, durante sua fala na plenária. De acordo com o especialista, o país tem capacidade de oferecer previsibilidade para investidores, desde que defina detalhes do licenciamento ambiental. Petersen explica: “o maior problema não é que os minerais críticos sejam raros, o raro é separá-los, além disso, a extração é raramente viável economicamente”. De acordo com o geólogo, para agregar valor às terras raras, geralmente encontradas em rocha dura, é necessário “desmontar e dissolver o mineral, que é um composto muito estável. Para isso, se usa ácido e calor, o que significa custo financeiro e ambiental”.
Setor elétrico precisa conciliar descarbonização, competitividade e segurança
A descarbonização da siderurgia brasileira depende não apenas da ampliação de fontes renováveis, mas também da capacidade de o setor elétrico oferecer energia competitiva, flexível e compatível com as necessidades de uma indústria de uso intensivo. Esse foi um dos principais pontos discutidos na mesa-redonda “Energia e utilidades: os desafios e oportunidades do setor elétrico para descarbonização da siderurgia brasileira”, durante a 10ª edição da ABM Week, em São Paulo. Na abertura das discussões, Marcos Prudente apresentou um panorama do atual perfil energético da siderurgia brasileira. Segundo os dados apresentados, 6% da produção de aço no país utiliza a rota integrada a coque, enquanto 22,9% utiliza a rota elétrica, o que evidencia o tamanho do desafio para uma eventual ampliação da eletrificação dos processos. O especialista também chamou atenção para a escala de energia necessária para diferentes alternativas de transição. Enquanto a rota integrada a coque demanda 1,1 GW de eletricidade, uma eventual produção baseada em hidrogênio verde poderia elevar essa necessidade para 19 GW. A substituição do carvão mineral por gás natural, por sua vez, representaria mais que o dobro da demanda energética atual da siderurgia, conforme os números apresentados durante a mesa.