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Pequi tem produção ampliada em 17,1% em Goiás

Wandell Seixas

O pequi, se antes era um fruto desprezado devido aos espinhos contidos no caroço, hoje faz parte da gastronomia goiana e de outras regiões do Cerrado do Brasil. E tem seu peso na economia. O fruto é símbolo da culinária de Goiás, famoso por seu aroma marcante e sabor único em pratos tradicionais como o arroz com pequi e a galinhada. Cru ou elaborado na cozinha com o devido tempero é consumido tanto pelo morador do campo quanto o urbano. Apenas muda a sofisticação. O termo vem do tupi e significa “pele espinhenta

O pequizeiro que servia no passado de ponto de parada para os viajantes por causa das sombras, hoje detém valor econômico tanto pelo fruto quanto pela madeira utilizada como lenha. No Tocantins, inclusive surgiu nos idos de 1940 a cidade de Pequizeiro. Se no passado os criadores entendiam que a árvore ocupava espaço desnecessário, na atualidade é cultivada.

Segundo dados estatísticos do IBGE, em 2025 foram extraídas 3,4 mil toneladas de pequi em Goiás. Após atingir 3,7 mil toneladas em 2023 e cair para 2,9 mil em 2024, a produção voltou a crescer, com alta de 18,6% no último ano. O valor da produção também aumentou, passando de R$ 4,5 milhões em 2024 para R$ 5,6 milhões em 2025, um avanço de 23,2%. Os maiores produtores goianos foram Damianópolis (680 toneladas), Santa Terezinha de Goiás (550 toneladas) e Sítio d’Abadia (505 toneladas).

O pequi integra o grupo de produtos alimentícios da extração vegetal, que, em Goiás, teve sua quantidade produzida ampliada em 17,1%, passando de 3,0 mil toneladas em 2024 para 3,5 mil em 2025. O valor da produção do grupo apresentou crescimento de 1,3%, saindo de R$ 6,6 milhões para R$ 6,7 milhões. O pequi respondeu pela maior parte dessa produção em 2025, tanto em quantidade (3,4 mil toneladas) quanto em valor (R$ 5,6 milhões).

Considerando todos os produtos da extração vegetal, a lenha apresentou a maior quantidade produzida em Goiás, com 163,4 mil metros cúbicos em 2025, crescimento de 13,9% frente a 2024 (143,4 mil m³). Em seguida, a madeira em tora alcançou 59,6 mil metros cúbicos, após queda de 15,1% no período.

Em termos de valor da produção, a lenha também ocupou a primeira posição, com R$ 10,2 milhões, alta de 25,1%, seguida pela madeira em tora, com R$ 9,7 milhões e redução de 36,0% em relação a 2024. O pequi apresentou o terceiro maior valor da produção, com R$ 5,6 milhões, correspondendo a 20,3% dos R$ 27,4 milhões gerados pela extração vegetal no Estado.

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