Abate de bovinos cresce e alcança um   milhão de cabeças em um trimestre em Goiás

Goiás registrou 1,0 milhão cabeças de bovinos abatidos no primeiro trimestre de 2024, sendo o maior valor da série histórica. Esse número representa alta de 8,6% em relação ao trimestre anterior (923,7 mil). Contudo, ressalta-se que houve aumento ainda maior em relação ao mesmo período de 2023 (739,5 mil), variando 35,6%.

No Brasil, foram abatidas 9,30 milhões de cabeças bovinas no 1º trimestre de 2024. Essa marca representa um recorde, considerando toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 1997. Na comparação com o mesmo período do ano anterior houve aumento de 24,6% e em relação ao 4º trimestre de 2023 o crescimento foi de 1,6%.

Abate de frangos tem queda

Goiás registrou o abate de 125,9 milhões de cabeças de frango no primeiro trimestre de 2024, o que representa queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior (128,8 milhões), mas com alta de 7,1% em relação ao 4º trimestre de 2023 (117,5 milhões).

 Com o resultado, o Estado alcança o segundo maior valor da série histórica para os primeiros trimestres da Pesquisa Trimestral do Abate, iniciada em 1997. Assim, Goiás se consolida com o quinto maior abate de frangos do País, a frente de Minas Gerais (118,6 milhões) e atrás de São Paulo (168,7 milhões). Paraná é o campeão de abate de frangos, registrando 550,7 milhões de animais abatidos no primeiro trimestre de 2024.

No país, no 1º trimestre de 2024, foram abatidas 1,59 bilhão de cabeças de frangos, representando queda de 1,2% em relação ao mesmo período de 2023 e aumento de 4,0% na comparação com o 4° trimestre de 2023. Este resultado também é o segundo maior na série histórica da Pesquisa, superado apenas pelo resultado alcançado no 1° trimestre de 2023 (1,61 bilhão de cabeças).

 Abate de suínos cai  

Em relação ao abate de suínos, no primeiro trimestre de 2024, foram abatidas 472,8 mil cabeças no estado de Goiás, representando queda de 3,5% em relação ao quarto trimestre de 2023, e queda de 1,9% em relação ao primeiro trimestre de 2023.

Assim, Goiás se mantém entre os oito maiores produtores do país, quais sejam: Santa Catarina (4,2 milhões); Paraná (3,1 milhões); Rio Grande do Sul (2,4 milhões); Minas Gerais (1,5 milhão); São Paulo (735,2 mil); Mato Grosso (669,4 mil); Mato Grosso do Sul (652,7 mil) e Goiás (472,8 mil).

 No 1º trimestre de 2024, foram abatidas 13,95 milhões de cabeças de suínos no país, representando quedas de 1,6% em relação ao mesmo período de 2023 e de 1,4% na comparação com o 4° trimestre de 2023.

Produção de leite cai e preço sobe

 O leite captado no primeiro trimestre de 2024 chegou a 558,0 milhões de litros, alta de 4,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando a captação foi de 533,8 milhões. Contudo, Goiás registra queda na produção em relação ao 4º trimestre de 2024, que foi de 603,4 milhões de litros.

O IBGE também divulgou hoje o preço do leite cru pago ao produtor no escopo da Pesquisa Trimestral do Leite. No primeiro trimestre de 2024, o preço do leite em Goiás chegou a R$ 2,33, sendo que no quarto trimestre de 2023, o preço era de R$ 2,09, e no primeiro trimestre de 2023, o preço era de R$ 2,88.

Assim, nota-se uma alta de 11,5% entre o primeiro trimestre de 2024 e o trimestre imediatamente anterior, porém com queda de 19,1% entre os primeiros trimestres de 2024 e de 2023, respectivamente. Essas variações são nominais, ou seja, não levam em conta valores deflacionados, mas sim os valores correntes em cada período.

 Em nível nacional, no 1º trimestre de 2024, a aquisição de leite cru foi de 6,21 bilhões de litros, equivalente a um aumento de 3,3% em relação ao 1° trimestre de 2023, e decréscimo de 4,4% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. No Brasil, no primeiro trimestre de 2024, o preço médio por litro, chegou a R$ 2,25. No trimestre equivalente de 2023, ficou em R$ 2,68.

 Produção de ovos sobe

A produção goiana de ovos de galinha no primeiro trimestre de 2024 foi de 58,6 milhões de dúzias registrando alta de 1,4% em relação ao primeiro trimestre de 2023 (57,8 milhões) e de 0,5% em relação ao último trimestre de 2023 (58,3 milhões de dúzias). Com esse resultado, o Estado alcança a segunda maior produção de ovos da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de 1987, atrás apenas do valor registrado no 3º trimestre de 2023.

No Brasil, a produção de ovos de galinha no 1º trimestre de 2024 chegou a 1,10 bilhão de dúzias, correspondendo a um aumento de 6,1% em relação à quantidade levantada no mesmo trimestre em 2023 e aumento de 2,6% sobre a apurada no trimestre imediatamente anterior. Essa foi a maior produção já estimada na pesquisa, alcançando novo recorde na série histórica.

Aquisição de couro cresce

 No 1º trimestre de 2024, os curtumes declararam ter recebido 1,4 milhão de peças de couro. Esse total representa aumentos de 47,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 4,2% em comparação com o 4º trimestre de 2023. Mato Grosso continua a liderar a relação de unidades da Federação que recebem peças de couro cru para processamento, com 17,2% da participação nacional, seguido por Goiás (15,5%) e Mato Grosso do Sul (12,5%). No país, aquisição de couro cresce 19,9% em relação ao 1º tri de 2023, atingindo a marca de 9,3 milhões de peças de couro.

Fonte: IBGE

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