‘Minas grita pelo leite’: produtores se unem contra aumento nas importações

Diante dos prejuízos acumulados pela escalada na importação de leite, cerca de 7 mil pessoas participaram ontem do movimento “Minas Grita pelo Leite”, organizado pela Faemg. Durante o evento, realizado no Expominas, o governador Romeu Zema anunciou a retirada das empresas importadoras de leite em pó do Regime Especial de Tributação. Com a exclusão do incentivo fiscal, os laticínios passam a pagar o ICMS de 18% na comercialização do produto importado. Representantes da Faemg, cooperativas, entidades do governo de Minas e lideranças políticas assinaram um manifesto que será enviado ao presidente da República.
O presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), também compareceu e criticou a “enxurrada de leite” que entra no mercado brasileiro, o que faz com que o preço do produto caia e o produtor não consiga pagar suas contas. “A FPA tem trabalhado junto ao governo (federal), conversado com o vice-presidente da República (Geraldo Alckmin), com os Ministérios da Agricultura e da Fazenda e com a Presidência da República para exigir uma medida em relação a isso”, disse.
Mais uma vez, o deputado estadual Amauri Ribeiro (UB) sai em defesa do produtor de leite de Goiás. Amauri compareceu à manifestação dos produtores de Minas Gerais em Belo Horizonte e comenta sobre a atual situação dos produtores de leite no Estado, afirmando sobre as dificuldades financeiras que os mesmos estão passando.
“O produtor de leite, não só de Goiás, mas de todo o Brasil, passa pela maior crise de existência na sua história. Produzir leite nunca foi fácil, mas nunca foi tão difícil igual esse ano, principalmente com a abertura da porteira para o leite importado da Argentina e de outros países”, salientou o parlamentar.
O deputado já havia apresentado um projeto que retirava os incentivos fiscais de produtores que importavam o leite, com o objetivo de defender e incentivar o comércio do leite nacional. Indignado, deputado Amauri Ribeiro, ao lado de representantes dos produtores de leite, com intermédio do Governo de Goiás, esteve em reunião com essas indústrias que importam o alimento de outros países.
E nessa reunião as indústrias apresentaram uma contraproposta a esse projeto, na qual solicitaram a redução do ICMS de 17 para 5%.“Desses 12% que serão reduzidos, 9,5% serão repassados à indústria e 2,5% ao produtor rural. Entende-se, assim, que não é o produtor de leite que está com dificuldades, é a indústria”, afirmou Amauri.