Fundepec anuncia combate à tuberculose e à brucelose bovina

Na solenidade de posse da nova diretoria e do conselho do Fundepec (Fundo Emergencial para a Sanidade Animal de Goiás), ocorrida sexta-feira à noite, a tônica dos pronunciamentos passou pela febre aftosa, que tornou o Estado livre de febre aftosa sem vacinação. Alfredo Luiz Correia (foto), o novo presidente da entidade, assegurou como uma das metas, o combate a brucelose e à tuberculose. Seu mandato vai até 2027.

O baixo índice vacinal contra a brucelose nas fêmeas de bovinos e bubalinos é um dos maiores desafios enfrentados na atualidade. Segundo a Agrodefesa, em 2023 apenas 60,5% das fêmeas em idade vacinal foram imunizadas contra a doença. No mesmo período, nove pessoas foram confirmadas infectadas pela doença, e uma está em estudo em 2024. Sobre a tuberculose, a última amostragem realizada em 900 propriedades rurais do Estado, demonstrou que em 3,43% das propriedades havia pelo menos um animal com a zoonose.

Antônio Flávio Camilo de Lima (foto) ao transmitir o cargo ao novo presidente do Fundepec apresentou praticamente um relatório da sua gestão, referente à defesa sanitária, com uma etapa vencida sobre a aftosa em Goiás.

João Bosco Umbelino dos Santos (foto), que falou em nome das pessoas homenageadas por serviços prestados no segmento da saúde sanitária animal, teceu considerações sobre a criação da entidade pelos pecuaristas goianos em 1997. Na época, João Bosco presidia a Faeg.
É um Fundo Emergencial Indenizatório criado pelos pecuaristas goianos em 1997. É o maior Fundo do País e serviu de modelo para a formação de outros Fundos estaduais que hoje chegam a 20 instituições. A criação desses Fundos é inclusive uma exigência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), entidade centenária com sede em Paris e que representa 185 países.
O Fundepec-Goiás tem como objetivo, além de ressarcir os pecuaristas para o caso de abate sanitário de animais acometidos das chamadas doenças de notificação obrigatória, propor subsídios às políticas de desenvolvimento da pecuária.
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressaltou o trabalho de sanidade animal e vegetal como de fundamental importância para o mercado exportador e para o consumidor final.