Sanidade animal é garantia de mercado para Goiás

Wandell Seixas
Erradicada a febre aftosa em Goiás, agora é a vez da brucelose e da tuberculose. Esta é aposta dos novos dirigentes do Fundepec, recém empossados. Os pecuaristas goianos estão conscientes da necessidade da sanidade animal. Hoje o mercado de consumo tanto no varejo quanto no atacado exige uma carne de qualidade. Seja bovina, suína ou de aves.
Os europeus, por exemplo, sentem o peso da concorrência brasileira nas exportações, superando inclusive o todo poderoso Estados Unidos. E seus produtores se manifestam. Paralisam o tráfego nas ruas das grandes cidades e também das estradas. Então, a cadeia da agropecuária brasileira – e Goiás encontra-se inserido nesse contexto – não quer perder negócios e em consequência dinheiro.
O setor da atividade agropecuária goiana tem saído na frente quando o assunto é sanidade animal e vegetal. O Fundepec que simboliza o Fundo Emergencial Indenizatório foi criado pelos pecuaristas goianos em 1997. É importante ressaltar que a iniciativa partiu em caráter pioneiro de sonhadores como José Magno Pato (in memorian), entre outros parceiros que prefiro não nominá-los para evitar possíveis esquecimentos.
Hoje representa o maior Fundo do País e que serviu de modelo para a formação de outros que atualmente somam 20 instituições nos estados. A sua criação é inclusive uma exigência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), entidade centenária com sede em Paris e que representa 185 países. A OIE é uma organização intergovernamental responsável por melhorar a saúde animal em todo o mundo, independentemente das práticas culturais ou das situações econômicas nos países membros.
Goiás hoje é detentor do segundo maior rebanho bovino do País, conforme dados do IBGE. São 23 milhões de cabeças. É o Estado que alcança os maiores índices de vacinação anual contra a febre aftosa. E há 25 anos não registra qualquer foco dessa doença.
Se venceu a batalha contra a aftosa, para os novos dirigentes do Fundepec, liderados por Alfredo Luiz Correia, um médico veterinário aplicado desde os tempos de Emater – Go, agora é a vez de erradicar a brucelose e a tuberculose. A brucelose questionada ocorre nas matrizes bovinas e pode ser transmissível no consumo de leite e demais produtos lácteos. A tuberculose também acomete animais. Se é transmissível ao homem, também, afeta o bolso dos pecuaristas. Somadas essas vertentes, a preocupação do Fundepec, agregadas à saúde pública.
Com certeza, iniciativa como estas da integral sanidade no rebanho bovino merece o nosso acolhimento.
ObS: Este artigo foi publicado hoje, 3 de julho, também na página de Opinião do Diário da Manhã. WS