Grupo Humenhuck projeta faturar R$ 75,9 milhões com armazenagem de grãos

São Roque de Minas – Localizado em São Roque de Minas (MG), aos pés da Serra da Canastra, o Grupo Humenhuck projeta que, na safra 2024/2025, sua estrutura de silos armazene 36 mil toneladas de grãos, o equivalente a 600 mil sacas. O montante é equivalente a 10% da produção da Serra da Canastra, cuja projeção para este ano-safra é de produzir seis milhões de sacas de cereais. Caso a estimativa se confirme, a empresa atingirá, somente com esse serviço, uma receita de R$ 75,9 milhões.
Os bons resultados do grupo refletem as projeções nacionais para o agronegócio: nesta safra, o Brasil se prepara para colher o maior volume de grãos da sua história. As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para uma produção de 322,47 milhões de toneladas, 8,3% superior à safra anterior.
De acordo com José Ricardo Loschi, vice-presidente do Grupo Humenhuck, a capacidade de armazenamento de sua estrutura de silos é ainda maior. “Atualmente nossos silos suportam 14 mil toneladas de grãos e é possível fazer quatro giros, atingindo 56 mil toneladas, o que corresponderia a 933 mil sacas”, comenta.
Para atender ao consumo de energia da estrutura de silos e o galpão de café, a Cemig autorizou que o Grupo Humenhuck invista R$ 3 milhões para acelerar a construção de uma subestação de energia. “O excedente de energia será disponibilizado para a população de São Roque de Minas, já que, hoje, o atual sistema de energia não dá conta de tudo o que a cidade precisa”, acrescenta.
Para a safra 2025/2026, o plano do grupo é de construir mais três silos e duplicar a sua capacidade atual, totalizando 28 mil toneladas (466 mil sacas). Como é possível fazer quatro giros, a capacidade total já para o ano que vem será de armazenar aproximadamente 1,9 milhão de sacas.
“Continuaremos construindo novas estruturas anualmente, até que alcancemos a capacidade de suprir toda a demanda da região da Serra da Canastra e nenhum agricultor precise mais utilizar silo de outra região para todos os processos envolvidos: entrada do grão, armazenagem, secagem, beneficiamento, rebeneficiamento e venda”, diz.
Loschi considera essencial manter esse capital circulando dentro da cidade de São Roque de Minas (MG). “O município é geograficamente extenso, mas tem apenas quatro mil habitantes e muitos desafios pela frente. Só para se ter uma ideia, o agricultor que precisar enviar sua produção para a cidade mais próxima, Piumhi, a 80 quilômetros, terá que desembolsar R$ 8 por saca apenas pelo trajeto”, finaliza.