Produção de carne bovina se consolida como a segunda maior de Goiás, diz IBGE

A Pesquisa Industrial Anual – Produto fornece informações sobre a produção e a venda de produtos e serviços industriais fabricados pela indústria brasileira e suas unidades federativas. No ranking do valor de produção, em 2023, o produto Tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja, inclusive cascas, palhas e outros resíduos dessa extração manteve-se em primeiro lugar no estado, com um valor de produção de R$ 15,9 bilhões. Carnes de bovinos frescas ou refrigeradas se mantiveram em segundo lugar em 2023, com produção de R$ 12,1 bilhões. O Álcool etílico (etanol) não desnaturado, com teor alcoólico em volume maior ou igual a 80%, anidro ou hidratado para fins carburantes ficou com a terceira colocação no ranking, com valor de produção de R$ 9,3 bilhões.
Número de unidades locais de empresas industriais,
Goiás apresentou um desempenho industrial robusto em 2023, estabelecendo novos recordes no número de unidades locais de empresas e no contingente de pessoas ocupadas. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Industrial Anual (PIA), destacam a consolidação do estado no cenário industrial nacional e regional.
Em 2023, o Estado registrou um recorde no número de unidades locais de empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas, totalizando 7.656 unidades. Este dado representa um aumento de 8,6% em relação a 2022 (7.051 unidades) e de 6,3% em comparação com 2013 (7.204 unidades), que até então detinha o maior número da série histórica iniciada em 2007. Com este resultado, os goianos se consolidam como o sétimo Estado com o maior número de unidades industriais no País e o líder na região Centro-Oeste, respondendo por 50,8% do total de unidades industriais da região.
Essas unidades locais de empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas geraram R$ 204,5 bilhões em receita líquida de vendas e pagaram um total de R$ 11,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações a um contingente de 261,2 mil pessoas ocupadas. Além disso, essas unidades goiaanas geraram um valor bruto de produção industrial de R$ 198,0 bilhões, ao passo que tiveram R$ 133,9 bilhões em custos das operações industriais. Ademais, a atividade industrial goiana gerou um total de R$ 64,1 bilhões em valor de transformação industrial.
O número de pessoas ocupadas nas unidades industriais também atingiu um recorde em 2023, com 261,2 mil trabalhadores. Este patamar representa um crescimento de 2,3% em comparação com 2022, quando foram registradas 255,3 mil pessoas ocupadas. Para este contingente, foram pagos R$11,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
Salário médio mensal
O total de salários, retiradas e outras remunerações gastos com o pessoal ocupado foi de R$11,5 bilhões de reais em 2023, no estado de Goiás. Distribuindo esse valor entre o pessoal ocupado e em 13 vezes no ano, observa-se um rendimento médio mensal de R$ 3.399,84. Para melhor efeito comparativo, ao analisar o salário no poder de compra, a paridade com o salário mínimo do respectivo ano mostra que as unidades locais industriais goianas pagaram 2,59 salário mínimo em 2023, aumento de 2,0 em relação ao salário médio pago em 2022 (2,54 salários mínimos). No Brasil, o salário médio foi de 3,14 salários mínimos.
Fabricação de produtos alimentícios
A Indústria de Transformação foi a principal responsável pelo Valor da Transformação Industrial (VTI) em Goiás em 2023, totalizando R$ 61,4 bilhões, o que corresponde a 95,8% do VTI estadual.
Dentre as atividades que compõem a Indústria da transformação, a que apresentou maior destaque, foi a indústria de Fabricação de produtos alimentícios (R$ 29,1 bilhões), que sozinha respondeu por 45,5% do valor de transformação industrial de todo estado. Além disso, essa atividade contava com o maior número de unidades locais (1.503 unidades), 19,6% do total do Estado; com a maior participação em pessoal ocupado (36,0% do pessoal ocupado); 33,7% dos salários, retiradas e outras remunerações e 53,5% da receita líquida industrial do estado. Em relação ao salário médio mensal em comparação com o salário mínimo, a atividade de Extração de Minerais Metálicos registrou o maior rendimento, alcançando 5,08 salários mínimos em 2023, em comparação com 3,39 salários mínimos em 2022. A Metalurgia ocupa a segunda posição, com 4,47 salários mínimos (0,5% acima dos 4,45 salários mínimos de 2022). A Fabricação de Produtos Farmoquímicos e Farmacêuticos ficou em terceiro lugar, com 4,09 salários mínimos. Em contrapartida, a Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios apresentou o menor pagamento médio, com 1,19 salários mínimos.