DIA NACIONAL DA CAATINGA, UM DOS BIOMAS MAIS RICOS DO PLANETA

Hoje (28/04) é o Dia Nacional da Caatinga e que esse é um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta.

Exclusivamente brasileira, a Caatinga é um dos lugares mais fascinantes da nossa natureza e ocupa 10% do território brasileiro. Seu nome em tupi-guarani significa “mata branca” e o aspecto mais seco da vegetação contrasta com o colorido intenso das flores que emergem no período de chuvas. 

A Caatinga vem sofrendo com o desmatamento e segundo o MapBiomasmais de 35% do bioma foi devastado. O reflexo dessa destruição é o desaparecimento de espécies como a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), considerada extinta no ano 2000 pelo Ministério do Meio Ambiente. 

Ameaças como o corte de madeira, agricultura irresponsável e tráfico de animais estão entre os principais problemas e precisam ser combatidos urgentemente. Além de nos conscientizarsobre a importância da Caatingaprecisa-se de solução e mão na massa. É a hora de fazer a diferença erestaurar.

Animais silvestres

As aves são as mais representativas, com 510 espécies de pássaros, das quais 20 já se encontram na lista das ameaçadas de extinção, entre elas, a ararinha-azul ( Cyanopsitta spixii ) e a arara-azul-de-lear ( Anodorhynchus leari ), em consequência do tráfego de animais silvestres.

Os mamíferos são representados por cerca de 150 espécies. Porém, acredita-se que este número seja bem maior, quando forem intensificados os estudos com roedores e morcegos. Alguns de seus representantes já se encontram também na lista de espécies ameaçadas.

Os felinos estão entre os primeiros dessa lista em decorrência da caça que vem trazendo sua população e os animais que fazem parte de sua dieta alimentar. A herpetofauna está representada por 47 espécies de anfíbios e 47 de serpentes.

 Os lagartos, com 44 espécies, destacam-se pelo grande número de espécies endêmicas encontradas, principalmente nas Dunas do rio São Francisco-BA. Alguns apresentam comportamento interessante, a exemplo dos sapos, que podem ficar enterrados e sem comer durante o período das secas (estivação).

Estudos feitos na região de Ouricuri-PE evidenciaram casos de povoamentos distintos relacionados com as estações secas e úmidas, o que permitiu estabelecer uma tipologia para cada estação.

Fonte: Embrapa

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