IICA encerra ciclo de gestão com foco em inovação, cooperação e segurança alimentar nas Américas
Com foco em inovação e sustentabilidade, balanço de gestão reforça o papel da agricultura das Américas como força motriz para o futuro alimentar do planeta
Brasília – “A agricultura das Américas é o farol da segurança alimentar e da dignidade rural para o mundo.” Foi com essa declaração que o diretor geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero, abriu seu balanço de gestão durante o segundo dia da Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas 2025, em Brasília.
Otero destacou que o IICA se consolidou como uma instituição moderna, desburocratizada e próxima aos países, tornando-se “um verdadeiro hub de inovação e cooperação agrícola no continente”.
Em seu discurso, ressaltou que, ao longo de oito anos à frente da instituição, o Instituto deixou de ser apenas um organismo técnico para se tornar um “fornecedor de soluções” capaz de influenciar políticas públicas e construir uma nova narrativa para o setor agropecuário baseada em sustentabilidade, inovação e compromisso social.
Ele também enfatizou o fortalecimento das parcerias institucionais do IICA, destacando a colaboração com centros de pesquisa, universidades e organismos internacionais como EMBRAPA, INTA, PROCISUR, CIMMYT e AGRA. Segundo Otero, essa rede ampliada de cooperação “tem sido essencial para impulsionar a inovação, o intercâmbio de conhecimento e o protagonismo da agricultura das Américas nos debates globais”.
Em tom de gratidão, o diretor agradeceu aos Estados-membros, parceiros e produtores rurais, afirmando que seu trabalho foi resultado de um esforço coletivo. “Desde o primeiro dia, estava claro para mim que esta não seria uma gestão pessoal, mas uma travessia compartilhada. O IICA é minha casa, minha paixão”, afirmou.
Otero também manifestou solidariedade às nações do Caribe afetadas pelo furacão Melissa, anunciando a criação de um fundo de emergência e a mobilização de recursos técnicos para apoiar agricultores e comunidades atingidas. “O IICA não é apenas uma instituição técnica, mas uma organização comprometida com as pessoas e sua capacidade de reconstrução”, disse.
Entre os avanços de sua gestão, destacou iniciativas como o Centro de Interpretação do Amanhã da Agricultura (CIMAG), na Costa Rica, o impulso à digitalização e à bioeconomia, além da ampliação da diplomacia agrícola do Instituto, que levou a voz da agricultura das Américas a fóruns como a COP, OMC, G20 e OEA.
Ao encerrar seu discurso, Otero reforçou a necessidade de consolidar uma nova narrativa para a agricultura do continente, guiada pela inovação e pela sustentabilidade. “O futuro da agricultura das Américas não está em ter saudade do passado, mas em construir o que podemos e devemos ser. A agricultura das Américas continuará sendo o farol da segurança alimentar e da dignidade rural para o mundo inteiro”, concluiu.