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Goiás tem o sexto maior crescimento em volume do PIB

Representatividade da Agropecuária na economia goiana caiu de 18,5% (2022) para 16,8% (2023)

Wandell Seixas

De acordo com o Sistema de Contas Regionais, o Produto Interno Bruto de Goiás atingiu R$ 336,7 bilhões em 2023. Com isso, a participação do Estado frente ao PIB do Brasil (R$ 10,9 trilhões) teve uma leve queda, passando de 3,2% (2022) para 3,1% (2023), mas se manteve como a nona maior do país e a segunda do Centro-Oeste, atrás do Distrito Federal (3,3%).

Junto a Rio de Janeiro (10,7%), Minas Gerais (8,9%) e Bahia (3,9%), Goiás foi uma das quatro unidades federativas cuja participação do PIB caiu perante o cenário nacional. Por outro lado, seis estados registraram aumento em seus percentuais na comparação com o ano anterior: São Paulo (31,5%), Santa Catarina (4,7%), Pernambuco (2,5%), Espírito Santo (1,9%), Amazonas (1,5%) e Amapá (0,3%).

Já a variação em volume do PIB atingiu 4,8% para Goiás, a sexta maior do País. No ranking nacional, a região Centro-Oeste foi a que mais se destacou, com crescimento de 7,6% e dois representantes entre os três primeiros estados:  Mato Grosso do Sul (13,4%) e Mato Grosso (12,9%).

Apesar de superior ao resultado nacional (3,2%), o crescimento goiano em 2023 (4,8%) foi ligeiramente abaixo do apresentado pelo próprio Estado em 2022 (5,0%). Ainda assim, o percentual mais recente foi o segundo maior dos últimos 12 anos. Em relação à variação em volume acumulada do PIB, Goiás avançou 85,5% de 2002 a 2023, com média anual de 3,0%. O País, por sua vez, acumulou variação de 58,2% no mesmo período, com alta média de 2,2% ao ano.

Agropecuária

O Sistema de Contas Regionais também calcula o Valor Adicionado Bruto. Ele corresponde à contribuição das diversas atividades econômicas ao PIB – obtida pela diferença entre o valor bruto da produção e o consumo intermediário absorvido por essas atividades. Assim, o valor adicionado bruto é um dos fatores que, somado aos impostos, compõe o PIB.

Em 2023, Goiás apresentou valor adicionado bruto total de R$ 302,3 bilhões. O setor de Serviços foi o que mais contribuiu para o Estado, com R$ 184,7 bilhões (61,1%). Em relação ao ano anterior, sua participação cresceu 1,2 ponto percentual.  Dentre as atividades que o compõem, a de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas foi a única cuja representatividade caiu, saindo de 14,6% para 12,1%.

O setor de Indústrias também aumentou sua participação frente ao valor adicionado bruto goiano. Em 2023, ele totalizou R$ 66,8 bilhões (22,1%), 0,4 p.p. acima do registrado em 2022. Com soma de R$ 43,2 bilhões, as Indústrias de transformação foram as que mais contribuíram para o setor.

Ao contrário do observado para os demais setores, a representatividade da Agropecuária na economia goiana caiu de 18,5% (2022) para 16,8% (2023). Apesar disso, ao analisar a variação em volume do valor adicionado bruto para a atividade, verifica-se uma alta expressiva de 15,1%, a maior desde 2017 (19,2%) e a segunda maior da série que se iniciou em 2010.

Comércio

Além da alta considerável apontada pela Agropecuária, outras oito atividades cresceram quando se analisa a variação em volume do valor adicionado bruto entre 2022 e 2023 para Goiás.

Nesse sentido, um dos destaques foi a seção de Informação e Comunicação (8,0%), que registrou alta pelo terceiro ano consecutivo e assinalou a segunda maior variação dentre as atividades investigadas, superada somente pela Agropecuária (15,1%). Ressalta-se, também, os avanços sucessivos das Atividades imobiliárias, que, embora tenham sinalizado aumento inferior aos últimos anos, não apresentam  queda desde 2016 (-0,6%).

Por outro lado, três atividades tiveram variações negativas em volume do valor adicionado bruto: Indústrias extrativas (-2,6%), Construção (-1,6%) e Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-1,0%). Dentre elas, o Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas é aquela com maior participação na economia goiana (12,1%). Seu resultado em 2023 corresponde à terceira queda em quatro anos, a segunda consecutiva após a alta assinalada em 2021 (4,5%).

O PIB per capita goiano em 2023 foi de R$ 47.721,56, o único do Centro-Oeste abaixo da média nacional (R$ 53.886,67). No ranking nacional, o Distrito Federal (R$ 129.790,44) liderou com larga vantagem, seguido por São Paulo (R$ 77.566,27) e Mato Grosso (R$ 74.620,05). O Nordeste, por outro lado, foi a região com menor PIB per capita (R$27.681,97), com todos os seus nove estados ocupando as piores colocações.

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