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Estudos da USP pedidos pelo Fundepec reforçam vigilância sanitária goiana

Imagem: Vice-Governador Daniel recebe Estudo de Impacto Econômico da Febre Aftosa em meio a lideranças do setor agropecuário.

Texto e Foto: Wandell Seixas

Ocorreu, ontem, a entrega do Estudo de Impacto Econômico da Febre Aftosa, ao vice – governador Daniel Vilela durante solenidade na sede do Fundepec. Os estudos foram elaborados pelos professores da Universidade São Paulo (USP) a pedido do Fundo Emergencial para a Sanidade Animal de Goiás. Em síntese, os trabalhos reforçam a importância da vigilância sanitária goiana.

Ao abrir o encontro que reuniu pecuaristas e entidades classistas rurais, o presidente do Fundepec, Alfredo Luís Correa, discorreu sobre a importância da sanidade dos rebanhos bovinos, bubalinos e capriovinos. Frisou que o Estado encontra-se livre da febre aftosa graças à imunização dos animais. “Jamais baixamos a guarda e Goiás alcançou uma nova era”, disse, lembrando que os produtores e suas representações atenderam aos desafios.

Os professores Fernando Ferreira e J. Soares, da USP, teceram considerações sobre o Estudo de Impacto Econômico da Febre Aftosa, chamando a atenção para os aspectos da vigilância permanente. Segundo os mestres, a observância de ordem sanitária é fundamental. Um foco da aftosa tem um alto custo. Além das perdas dos animais, o mercado interno e externo se fecha para o consumo de carnes, afetando toda a parte econômica. Mas, observou que os estudos oferecem dicas importantes para o caso de reincidência. Fica, então, o alerta sobre os riscos de retrocesso.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta, enalteceu a parceria estabelecida entre o Estado e a iniciativa privada nas ações voltadas para a sanidade. “É uma ferramenta inovadora”, disse enfático. Lembrou do combate vitorioso e rápido da gripe aviária.

O secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo, também enalteceu os estudos de prospecção da USP. Condenou o “tarifaço”, posto em prática pelo governo Trump. Observou a propósito que “Goiás respondeu à altura, conquistando novos mercados de exportação”, citando o México como exemplo. E salientou que a tendência é que o Estado prossiga distante da febre aftosa.

O vice-governador Daniel Vilela em sua fala lembrou da figura de José Magno Pato, seu tio, um líder classista que contribuiu para a  imunização do rebanho contra todas as zoonoses e da criação do Fundepec. Referiu-se, ainda, ao trabalho do governador Ronaldo Caiado nas áreas de infra-estrutura, saúde, segurança pública, abertura de novas fronteiras agropecuárias, entre outras iniciativas. Para ele, “roubo a banco” é coisa do passado.

IMPACTO ECONÓMICO DA AFTOSA

O impacto econômico da febre aftosa é devastador devido à perda de mercados de exportação, custos de controle e prejuízos diretos na produção. Surto pode levar a perdas de bilhões de dólares por restrições comerciais e embargos, como ocorreu com o Brasil após 2005. Além disso, há custos com medidas de contenção e o abate de animais, que impactam o comércio interno e a competitividade do produto. 

Impactos diretos e indiretos

  • Perda de mercados: A declaração de um surto leva países importadores a embargarem a carne e seus derivados, como a Rússia fez com o Brasil após o surto de 2005.
  • Prejuízos produtivos: A doença causa queda na produção de leite, perda de peso e emagrecimento dos animais, levando a uma queda na produtividade e rentabilidade.
  • Custos de contenção: O controle da doença implica altos custos com abate de animais, vacinação, vigilância epidemiológica, desinfecção e quarentena.
  • Dificuldade de comercialização: Além das exportações, o comércio de animais e seus subprodutos pode ser restringido, afetando o mercado interno.
  • Perdas de produção local: A própria perda de status sanitário pode afetar estados que não registraram focos, como aconteceu com São Paulo em 2006, que perdeu US$ 1 bilhão em exportações após os surtos em outros estados. 

Custos e benefícios de programas de controle

  • Custos de erradicação: As medidas para erradicar a febre aftosa, como a vacinação e o monitoramento, são caras, mas necessárias para a manutenção do mercado internacional.
  • Retirada da vacina: O objetivo do Brasil de se tornar um país livre de febre aftosa sem vacinação é visto como uma forma de reduzir custos com a vacinação e aumentar a competitividade.
  • Benefícios de um status “sem vacinação”: O status de livre sem vacinação abre novas oportunidades de comércio internacional e pode significar um aumento na receita de exportação. 

Estudos sobre o impacto econômico

  • Estudos de caso: Existem estudos que mensuram o impacto econômico de surtos específicos em países e regiões, como os que analisaram os efeitos do surto de 2005 no Brasil e os estudos sobre a retirada da vacinação no estado do Maranhão.

Análise de dados: A mensuração do impacto econômico da doença exige a coleta e análise de dados sobre os custos de controle, perdas produtivas e movimentação econômica do setor, como mostra o estudo sobre o Maranhão.

Impacto na produção: Além dos custos de contenção e das perdas de mercado, a vacina e outros fatores também podem causar perdas na produção, como a formação de abscessos nas carcaças, que são retiradas, resultando em perda de peso

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