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Abempet projeta alta de 3,36% e mantém faturamento inferior a R$ 78 bilhões em 2025
Após não bater os dois dígitos de crescimento em 2024, entidade prevê um aumento ainda menor para 2025, com base nos resultados do terceiro trimestre; ⦁ Produção de pet food teve queda de 0,6% em 2024 e deve, neste ano, voltar ao mesmo patamar de 2023 com leve alta de 0,85%, superando 4 milhões de toneladas ⦁ Setor não foi contemplado na Reforma Tributária, o que distancia a população dos produtos e serviços para animais de estimação São Paulo, dezembro de 2025 – A Abempet (Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação) projeta um crescimento do setor de apenas 3,36% em 2025 na comparação com 2024, de acordo com os resultados do terceiro trimestre. O valor é ainda menor que os 9,6% obtidos em 2024, quando, pela primeira vez desde a pandemia, o índice não chegou aos dois dígitos. No último ano, o faturamento total foi de R$ 75,4 bilhões, abaixo das projeções feitas anteriormente, que apontavam um valor superior aos R$ 77 bilhões naquele período. Agora, a entidade prevê que um crescimento em queda, reflexo do cenário econômico e tributário enfrentado no país, projetando faturar R$ 77,89 bilhões até o final de dezembro. “O setor pet segue sólido, mas os resultados projetados para 2025 refletem os desafios econômicos e o peso da alta tributação sobre os produtos e serviços do setor. Junto da inflação, a desaceleração do consumo são influências negativas. O valor do dólar também influencia no preço de ingredientes básicos de produtos como o pet food”, comenta Caio Villela, CEO da Abempet. Veja o quadro completo: A venda de alimentos industrializados para animais de estimação tem previsão de encerrar 2025 com R$ 41,4 bilhões (53,1% do total do setor). Em seguida, vem a venda de animais por criadores, representando R$ 8,6 bilhões, ou 11% do faturamento do mercado. Logo depois, os produtos veterinários (pet vet) representam R$ 8,2 bilhões (10,6%). Veja o quadro completo: Em relação aos canais de acesso, pet shops pequenos e médios permanecem como quase metade de todo movimento do varejo (48,1%). O terceiro trimestre indica que esse setor movimentará R$ 37,5 bilhões até o final do ano. Em segundo lugar estão as clínicas e hospitais veterinários, que representam 17,5% do faturamento (R$ 13,6 bilhões). Completando o pódio, as cadeias de mega stores pet tem uma fatia de 9,6%, faturando R$ 7,5 bilhões. Veja o quadro completo: Dentro do segmento de e-commerce, o varejo especializado mantém a frente e segue sendo o segmento que mais vende. Os pet shops virtuais representam 37% do faturamento, com R$ 2,3 bilhões, seguido pelas lojas virtuais das mega stores, com R$ 2,1 bilhão (32,8%) e pelas lojas virtuais de pequenos e médios pet shops, com R$ 1,3 bilhão (20,1%). Veja o quadro completo : “Apesar da relevância crescente do digital, este crescimento mais tímido é uma preocupação. O consumidor está mais criterioso, o que reforça a necessidade de estratégias eficientes para manter a competitividade. Seguimos acompanhando esse cenário e reforçamos a importância de um ambiente tributário mais equilibrado para garantir o avanço sustentável da indústria pet”, declara José Edson Galvão de França, presidente do Conselho Gestor da Abempet. Indústria | A produção de pet food apresenta uma leve alta. Após a redução de 0,6% em 2024 na comparação com 2023, em 2025 deve haver uma reversão de 0,85%, fazendo com que a produção se mantenha na casa das 4 milhões de toneladas, mesmo com o parque industrial brasileiro tendo potencial para superar 9 milhões. A perspectiva de crescimento tímido reflete as dificuldades do maior setor do mercado pet em enfrentar os desafios mencionados. “Se o cenário tributário e o câmbio permanecerem como estão, serão os principais fatores que atrapalham o desempenho do setor”, prevê o presidente do Conselho Gestor. Reforma tributária | Um estudo econômico apresentado pela Abempet em Brasília em 2024 demonstrou os benefícios que seriam gerados para todo o país com a redução tributária para o setor pet. De acordo com os levantamentos encomendados pelas entidades, a isenção de 60% poderia alavancar a produção industrial para até 9 milhões de toneladas anuais em potencial, e aumento geral, levando em conta toda a oferta de produtos e serviços, de 210% na arrecadação de impostos. “Acreditamos que a inclusão do setor pet nas alíquotas reduzidas é uma questão de justiça tributária e de saúde pública. Vamos continuar lutando por essa causa”, diz Galvão de França. União pelo setor No dia 6 de outubro, A Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) e o IPB (Instituto Pet Brasil) anunciaram sua união para criar a Abempet, uma nova associação que visa unificar e fortalecer toda a cadeia produtiva do setor de animais de estimação. A decisão é para criar uma voz única e robusta para o mercado, representando todos os segmentos, da manufatura ao consumidor final, com foco na colaboração. A nova entidade atuará como catalisadora de transformações, com a missão de buscar tributação mais justa, oferecer apoio regulatório, criar um ambiente amigável aos investimentos e gerar negócios para os associados. Para os profissionais, a união representa um marco de fortalecimento e novas possibilidades, permitindo uma defesa mais contundente de pautas essenciais, como incentivos fiscais e remoção de barreiras comerciais. Sobre a AbempetA Abempet (Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação) representa e impulsiona toda a cadeia do setor pet no país, congregando os segmentos de alimentação e ingredientes (pet food), medicamentos veterinários (pet vet), equipamentos, acessórios, higiene e beleza (pet care), além de criação e serviços voltados para animais de estimação. A entidade fortalece a indústria, o comércio e os criadores por meio de projetos de fomento ao conhecimento, ao empreendedorismo e à inovação, contribuindo para a profissionalização do setor e o desenvolvimento de seus associados. Com foco em ampliar a percepção de que os benefícios da convivência entre seres humanos e animais de estimação se estendem a toda a sociedade, a organização atua para consolidar um setor cada vez mais sólido, responsável e inovador, que gera bem-estar, saúde e qualidade de vida para pessoas e pets. |