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Goiânia é a terceira Capital brasileira com  maior arborização em suas favelas

Imagem: Goiânia se notabiliza pelo verde indiscriminadamente.

Goiânia tem se notabilizado pelo verde urbano, o que significa a arborização das ruas, avenidas, praças, entre outros logradouros. Agora o Censo Demográfico 2022, recém divulgado pelo IBGE, revela que 64,3% dos moradores de favelas e comunidades urbanas em Goiás residem em logradouros que possuem uma ou mais árvores. O percentual sobe consideravelmente quando se analisa a população que vive fora das favelas e comunidades urbanas, atingindo 82,0%.

A diferença entre as situações em pontos percentuais é similar à observada para o Estado, com resultados de 73,1% para os residentes em favelas de 89,9% para os demais. No Brasil, por outro lado, a divergência chega a 33,6 pontos percentuais, com apenas 35,2% dos moradores de favelas e comunidades urbanas residindo em vias arborizadas.

Entre os estados, Goiás se posiciona como a quinta com maior arborização em favelas e comunidades urbanas, atrás de Tocantins (79,8%), Mato Grosso do Sul (75,4%), Mato Grosso (68,9%) e Distrito Federal (68,8%). Já Goiânia se destacou como a terceira Capital com maior índice nas favelas e comunidades urbanas. Apenas Palmas (88,6%) e Campo Grande (77,6%) ficaram à sua frente.

Em cinco das 55 favelas de Goiânia, todos os moradores viviam em logradouros com uma ou mais árvores: Ocupação Estrela D’Alva, Setor Novo Horizonte, Setor Aeroporto, Jardim Botânico II e Jardim Botânico III. Em contrapartida, Jardim Goiás VII (17,1%), Comunidade Nova Canaã – Ocupação Padre Pereira (Parte II) (23,3%) e Vila Adélia I e II (23,7%) registraram os menores índices para o quesito.

Um dos aspectos em que Goiás se destacou na Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, divulgada em abril, foi a iluminação pública. Na ocasião, o Estado ocupou o primeiro lugar entre as unidades brasileiras, com 99,0% de seus moradores domiciliados em vias que possuíam um ou mais pontos de iluminação em área comum. Contudo, quando se analisa o recorte de favelas e comunidades urbanas, o resultado goiano está entre os sete piores do país.

Em Goiás, quase todas (99,2%) as pessoas que residem fora de contam com algum ponto de iluminação pública no logradouro onde vivem. Mas o índice cai para 86,8% quando calculado somente para as que moram nesses locais.

Em sete favelas do Estado, mais de 90% dos habitantes não têm acesso à iluminação pública na via onde moram. No total, elas somam 3.613 indivíduos:

1. Setor Cascalheira – Vila Propício (0,0%);

2. Residencial Tancredo Neves – Goiânia (1,4%);

3. Jardim Itarumã – Abadia de Goiás (1,6%);

4. Loteamento Matão – Mineiros (3,3%);

5. Setor Sul – Planaltina (3,9%);

6. Ocupação Alto da Boa Vista – Aparecida de Goiânia (5,3%);

7. Chácaras Santa Maria – Planaltina (9,6%).

Vias sem pavimentação

Na comparação entre os que residem em Favelas e Comunidades Urbanas e os que moram fora delas, outro fator em que a divergência de resultados chama a atenção é a existência de pavimentação

Para o estudo, ela foi considerada presente apenas quando evidenciada em mais de 50% do trecho do logradouro percorrido.

Em Goiás, pouco mais da metade (55,3%) dos habitantes de favelas residem em vias pavimentadas. O percentual é o oitavo menor entre as unidades da federação, bastante inferior à média nacional (77,7%). Enquanto isso, para os demais moradores, a pavimentação chega a 95,1%, o quinto maior índice estadual.

Acesso a calçadas

Goiânia se destacou positivamente em relação à existência de calçadas ou passeios em nesses ambientes. De acordo com o levantamento, 76,2% da população investigada possuía, no logradouro de residência, espaço para circulação segregado da via de veículos – denominado calçada ou passeio –, o quarto maior percentual entre as capitais brasileiras.

A pesquisa também estudou a existência de obstáculos na calçada, como buracos, desníveis, entradas irregulares para estacionamento ou quaisquer elementos permanentes que atrapalhem a circulação.

Nesse quesito, registrou-se que 68,6% dos moradores de favelas em Goiânia possuíam obstáculo na calçada de sua via habitacional, o que coloca a capital como a quinta com maior índice.

Houve expressiva divergência entre a presença de rampa para cadeirante nas calçadas dentro desses locais e nas calçadas fora delas. A pesquisa assinalou que apenas 1,4% dos goianos que vivem em favelas e comunidades urbanas contam com rampa para cadeirante na calçada da via onde residem, o terceiro menor índice dentre as unidades da Federação – junto a Rondônia, Amazonas, Alagoas e Rio de Janeiro.

Para os demais moradores de Goiás, contudo, o percentual sobe para 22,6%, o que coloca o estado acima da média nacional (18,5%). Em Goiânia, os resultados são relativamente melhores, embora também discrepantes entre si: 3,9% para moradores de favelas; e 35,8% para os que vivem fora delas.

Pontos de ônibus

A Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios também averiguou a existência de parada de transporte público coletivo do tipo ônibus ou van, presente por meio de sinalização visível em logradouros. Nesse aspecto, Goiânia foi a Capital com o pior resultado: em 2022, somente 0,7% dos moradores contavam com ponto de ônibus ou van na via onde residiam. Em Goiás, o índice foi de 1,6%, o que coloca Estado e Capital abaixo da média nacional (5,1%).

Quando são considerados apenas os moradores de fora das favelas, os percentuais sobem para 5,4%, em Goiânia, e 5,1%, em Goiás. Ambos, porém, permanecem bastante inferiores ao assinalado para o Brasil (12,1%).

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