Deputados defendem proteção a produtores de leite em Goiás

Pecuária de Leite
Wandell Seixas
Na discussão de matérias no plenário da Assembleia Legislativa, o deputado Amauri Ribeiro retomou sua pauta contra a importação de leite pelos prejuízos que traria à produção leiteira goiana.
O parlamentar enalteceu o projeto do Executivo em votação justamente na quarta-feira (13), que propõe a retirada de benefícios fiscais concedidos pelo Estado às empresas do setor lácteo que optarem pela importação de leite nos casos em que existir a oferta do produto, em Goiás, com quantidade e qualidade suficientes ao processamento industrial.
Wagner Camargo Neto (Solidariedade) também trouxe o tema à tona. O fato de se tratar de um produto perecível, de preço constantemente oscilante e produzido de forma contínua, inclusive feriados, dificulta sua rentabilidade. Os produtores que mais sofrem com a concorrência do leite importado, ressaltou, são os de pequeno porte.
O Brasil conta com mais de um milhão de produtores de leite, que geram em torno de quatro milhões de empregos, considerando empregados diretamente nas propriedades rurais e técnicos, veterinários e outros profissionais. Os criadores esperam que o governo os atenda, porque 90% da classe dos produtores de leite são formados por pequenos e médios produtores.
Em números o Brasil desembolsou no ano passado US$ 299 milhões trazendo leite, creme de leite e laticínios. Análise do Centro de Inteligência do Leite da Embrapa mostra que a conjuntura internacional e a demanda interna são desafios para o setor lácteo em 2024.
Medidas governamentais como a proteção do setor às imediatas e linha de crédito para capital de giro podem tornar este ano melhor que 2023. É o observa a Embrapa, acrescentando que “há alguns anos, a produção brasileira de leite estagnou em torno de 34 bilhões de litros anuais”.
Até setembro de 2023, o volume da produção leiteira nacional aumentou 1,4% em relação ao mesmo período de 2022. Os principais exportadores para o Brasil, Uruguai e Argentina apresentam produção mais eficiente e competitiva em comparação à brasileira, assegura a Embrapa Gado de Leite. E conclui mencionando que os analistas recomendam que os produtores se especializem em setores para melhorar a produção e aumentar a eficiência.