Grande Prêmio de Goiás 2026 terá compensação de carbono e destinação correta de resíduos
Gestão ambiental do evento prevê compensação das emissões de gases do efeito estufa e descarte adequado de resíduos na Grande Goiânia
O Grande Prêmio de Goiás 2026, que será realizado em Goiânia nos dias 20 a 22 de março, contará com uma operação estruturada para garantir a compensação das emissões de carbono do evento e do público, além da destinação ambientalmente correta dos resíduos orgânicos e hospitalares. Para viabilizar a gestão ambiental da competição, o Grupo Solví contará com o apoio de uma de suas empresas integrantes, a Resíduo Zero Ambiental, empresa goiana especializada no tratamento e na disposição final de resíduos.
Todo o material orgânico e hospitalar será destinado à Unidade de Valorização Sustentável Resíduo Zero Ambiental, localizada a cerca de 45 quilômetros do Autódromo Internacional Ayrton Senna, no município de Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia. Já os resíduos reaproveitáveis serão encaminhados a cooperativas de reciclagem.
As emissões do Grande Prêmio de Goiás 2026 incluem aquelas geradas pelo deslocamento do público, que serão calculadas por meio de uma ativação realizada com agentes ambientais, além das emissões provenientes das operações logísticas.
A compensação será realizada pela Solví, por meio de créditos de carbono gerados nos aterros sanitários do grupo. Nos aterros, os gases resultantes da decomposição da matéria orgânica do lixo são capturados e passam por um processo controlado de queima, necessário para a transformação do metano em dióxido de carbono, um gás com menor potencial de agravar o efeito estufa. Ao evitar que poluentes como o metano sejam lançados diretamente na atmosfera, o aterro gera créditos de carbono.
Ao todo, serão utilizados 1.650 créditos de carbono. Considerando que cada crédito equivale a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente removida da atmosfera ou cuja emissão foi evitada, a iniciativa resultará na compensação de 1.650 toneladas de carbono equivalente. A operação seguirá padrões semelhantes aos adotados em outros grandes eventos.
Com a operação estruturada para o Grande Prêmio de Goiás 2026, Goiânia passa a integrar o circuito internacional de eventos esportivos que adotam práticas mais rigorosas de gestão ambiental e de destinação adequada de resíduos. A expectativa é que a combinação entre logística especializada, tecnologia de tratamento contribua para garantir que todo o material gerado durante a competição receba destinação ambientalmente segura e alinhada às melhores práticas do setor.
Números do evento
Durante os três dias do Grande Prêmio de Goiás 2026, de sexta-feira (20) a domingo (22), a estimativa é que cerca de 130 toneladas de resíduos orgânicos e hospitalares sejam geradas no autódromo de Goiânia.
O Grande Prêmio de Goiás 2026, a maior competição de motovelocidade do mundo, atrairá público estimado em pelo menos 150 mil pessoas à capital goiana. O evento exigirá uma complexa operação de gestão ambiental para garantir o destino correto dos resíduos gerados.
Com uma produção diária de aproximadamente 43 toneladas, o volume acumulado durante o Grande Prêmio de Goiás 2026 corresponde, em média, à geração diária de resíduos de uma cidade com aproximadamente 70 mil habitantes, equivalente à população de municípios como Goianésia ou Mineiros.
Tratamento dos resíduos
No Grande Prêmio de Goiás 2026, a Resíduo Zero será responsável por receber e tratar os resíduos orgânicos e hospitalares gerados nas estruturas de apoio do evento, incluindo áreas de alimentação, serviços e do hospital interno.
A escolha por uma unidade licenciada é fundamental para garantir segurança sanitária e ambiental em eventos de grande porte. A operação do Grande Prêmio de Goiás 2026 contará com logística específica para transportar os resíduos até a Unidade de Guapó. A empresa dispõe de infraestrutura compatível com as exigências legais e sanitárias estabelecidas para o evento.
Segundo o diretor da Resíduo Zero, Celso Barbosa, a operação envolve coleta, transporte e tratamento adequado dos resíduos, com monitoramento de todo o processo. “No caso dos resíduos hospitalares, a própria equipe especializada da empresa fará a retirada no local do evento, garantindo rastreabilidade e segurança durante todo o ciclo”, afirma.
Resíduo Zero
A Resíduo Zero Ambiental, além de integrar o Grupo Solví, também faz parte do grupo goiano Ecopar, que atua no setor de transformação energética de resíduos industriais. Há sete anos na Região Metropolitana de Goiânia, a Resíduo Zero mantém parceria com mais de 80 municípios e centenas de empresas, apoiando iniciativas na gestão responsável de resíduos.
Créditos das Fotos do autódromo: Cristiano Borges
Créditos das Fotos da Resíduo Zero: Divulgação