REBANHO SOB RISCO: Fundepec – Goiás pede urgente vacina contra clostridioses

O Fundepec está fazendo um apelo emergente à Superintendência Federal do Ministério da Agricultura e à Confederação Nacional da Agricultura por vacinas contra clostridioses no rebanho bovino, ovinos e caprinos de Goiás. Segundo especialistas, a situação que se avizinha “é grave”. A doença causa botulismo, carbúnculo sintomático, tétano, entre outros.

Conforme a Embrapa, as clostridioses são um complexo de enfermidades causadas por bactérias anaeróbias do gênero Clostridium. O mecanismo de ação dos agentes do gênero Clostridium são basicamente produção de toxinas e invasão de tecidos. A penetração no organismo animal ocorre na forma esporulada pela ingestão de alimentos contaminados, ferimentos ou inalação. As toxinas, por sua vez, são produzidas no organismo animal ou são ingeridas pré-formadas.

As infecções e intoxicações causadas pelas bactérias do gênero Clostridium em pequenos ruminantes podem ser classificadas em grupos distintos. O diagnóstico é baseado no isolamento do agente e na detecção da toxina por técnicas como imunofluorescência, inoculação em camundongos, ELISA e técnicas moleculares. É de extrema importância o histórico do rebanho com relação a vacinações e sinais clínicos. A erradicação é praticamente impossível, devido às características ecológicas dos agentes que fazem parte da microbiota  digestiva dos animais e do solo e pela sua forma de resistência na natureza.

O controle e profilaxia devem basear-se em medidas adequadas de manejo que reduzam os fatores predisponentes e vacinações sistemáticas de todo rebanho, as vacinas podem ser toxóides e/ou bacterianas. Estas devem ser administradas em duas doses intervaladas de 4-6 semanas e reforço 12 meses após, exceto a C. haemolyticum, que deverá ser realizada semestralmente.

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