Abate de bovinos é recorde em Goiás

Wandell Seixas
A Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, coordenada pelo IBGE, traz revelações surpreendentes sobre números de abates bovinos, suínos, frangos, entre outras informações relativas à produção de ovos e leite. O Estado tem sua base econômica na agropecuária, o que desperta maios atenção.
Conforme a publicação, Goiás registrou 1,13 milhão de cabeças de bovinos abatidas no 3º trimestre de 2025, o maior valor já contabilizado na série histórica que se iniciou em 1997. O resultado corresponde a um crescimento de 6,4% em relação ao 3º trimestre de 2024 (1,06 milhão) e de 6,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior (1,06 milhão).
No Brasil, foram abatidas 11,28 milhões de cabeças de bovinos, o que representou uma alta de 7,4% na comparação com o 3° trimestre de 2024 e incremento de 7,1% frente ao registrado no trimestre imediatamente anterior.
Quanto a suínos, Goiás registrou 526,4 mil cabeças abatidas no 3º trimestre de 2025, o segundo maior valor já contabilizado, atrás somente do assinalado no 2º trimestre de 2022 (531,3 mil). O resultado corresponde a um crescimento de 5,5% em relação ao 3º trimestre de 2024 (499,0 mil) e de 4,0% na comparação com o trimestre imediatamente anterior (506,0 mil).
No Brasil, o abate de 15,81 milhões de cabeças de suínos teve alta de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 4,8% na comparação com o 2° trimestre de 2025.
Quanto ao abate de frangos, os goianos ultrapassaram, pela primeira vez, o patamar de 135 milhões de cabeças, atingindo o ponto mais alto de sua série histórica. O resultado do 3º trimestre de 2025 (135,7 milhões) aponta crescimento frente ao trimestre imediatamente anterior (3,6%) e ao mesmo trimestre de 2024 (7,6%).
No Brasil, o abate de 1,69 bilhão de cabeças de frangos representou acréscimo de 2,9% comparado ao mesmo período de 2024 e de 3,0% em relação ao 2° trimestre de 2025.
Outro levantamento também divulgado ontem é a Pesquisa Trimestral do Leite. Ela investiga a quantidade de leite de vaca adquirida pelos estabelecimentos que se dedicam à sua industrialização, bem como o preço que eles pagam aos produtores pelo leite cru in natura, resfriado ou não.
Nesse sentido, a pesquisa aponta que, no 3º trimestre de 2025, o preço médio do leite em Goiás foi de R$ 2,66 por litro. Embora represente uma queda de 6,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2,84 por litro), o preço goiano é o terceiro mais alto registrado entre as unidades da Federação investigadas. Para fim de comparação, o valor médio nacional, que também apresentou recuo (-6,5%), é de R$ 2,57 por litro.
Em Tocantins, Estado que apresentou o menor valor, o resultado foi de R$ 1,99 por litro. O Em relação à quantidade de leite cru adquirido, Goiás registrou 593,7 milhões de litros no 3º trimestre de 2025, uma alta de 3,5% frente ao trimestre imediatamente anterior (573,9 milhões de litros).
No Brasil, a aquisição de leite cru foi de 7,01 bilhões de litros, o que equivale a um acréscimo de 10,2% em relação ao 3° trimestre de 2024 e de 7,9% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. O maior preço, por outro lado, foi identificado em São Paulo (R$ 2,80).
A produção goiana de ovos de galinha no 3º trimestre de 2025 totalizou 67,6 milhões de dúzias, com alta de 3,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior (65,6 milhões) e de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2024 (66,3 milhões).
Do total de ovos produzidos, 59,4% foram destinados ao consumo (40,2 milhões), percentual ligeiramente maior que o verificado no 2º trimestre (57,4%).