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Água é o ponto alto da Conferência Global sobre Segurança Alimentar em Berlim

A 18ª Conferência Global sobre Segurança Alimentar (GFA) foi concluída com sucesso. O ponto alto político foi a Conferência de Ministros da Agricultura de Berlim, que contou com a presença de 60 ministros da agricultura de todo o mundo, bem como 14 representantes de alto nível de organizações internacionais. Em seu comunicado final, os ministros enfatizaram que a agricultura requer água suficiente para produzir alimentos e fortalecer a segurança alimentar global.

Ao mesmo tempo, como grande consumidora de água, a agricultura pode dar uma contribuição decisiva para o uso sustentável da água e fornecer soluções para a resiliência hídrica global. Os ministros, portanto, defenderam o fortalecimento da voz da agricultura na preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre a Água de 2026 e a integração do setor na política global de água.

Como representante do setor produtivo do Brasil, David Schmidt, presidente da Comissão Nacional de Irrigação da CNA, esteve no encontro de elaboração da Carta dos Jovens Agricultores. Durante o encontro, Schmidt reforçou que a discussão vai além do presente e aponta para a responsabilidade com o futuro.

“Estar aqui em Berlim, ao lado de jovens agricultores do mundo inteiro, é reafirmar que sem água não há agricultura, e sem agricultura não há segurança alimentar. Nossa voz hoje é sobre responsabilidade, futuro e alimento para o mundo”, afirmou.

Eventos de Especialistas

No GFFA 2026, cerca de 2.000 participantes internacionais trocaram idéias em 16 painéis de especialistas, 3 painéis de alto nível e no Intercâmbio de Cooperação sobre o uso sustentável da água, o potencial de inovação da bioeconomia azul, soluções construtivas para usos concorrentes da água e o fortalecimento da governança internacional da água.

O Fórum Global sobre a Proteção dos Meios de Subsistência (GFFA) foi oficialmente inaugurado pela Secretária de Estado Parlamentar, Engladhardt-Kopf. O Enviado Especial da ONU para a Água também proferiu um discurso de abertura.

Pela terceira vez, um dos três painéis de alto nível foi organizado em conjunto pelo BMLEH e pela Conferência de Segurança de Munique, sob o título “Pensamento Hidroestratégico: A Geopolítica da Resiliência Hídrica e da Segurança Alimentar”.

Os outros painéis de alto nível foram organizados pela UA sobre o tema “Gestão Sustentável dos Recursos Hídricos para uma África com Segurança Alimentar – dando voz à agricultura e à bioeconomia azul” e pela FAO sobre o tema “Encontrando Soluções Construtivas para Usos Concorrentes”. O Intercâmbio de Cooperação foi oficialmente inaugurado pela Secretária de Estado Parlamentar, Englhardt-Kopf. O evento apresentou inovações no setor agrícola, bem como projetos de cooperação multilateral e internacional.

Fórum de Jovens Agricultores

No Fórum Internacional de Jovens Agricultores de 2026, 20 jovens agricultores de todos os continentes foram mais uma vez convidados a Berlim. Eles contribuíram ativamente com suas valiosas experiências sobre questões hídricas, tanto de suas próprias fazendas quanto de seu trabalho em associações nacionais de agricultores, para os debates do Fórum Global de Jovens Agricultores.

Elaboraram sua própria declaração, que apresentaram na Conferência de Ministros da Agricultura e que incluía, em particular, os seguintes pontos:

Crises múltiplas desafiam os jovens agricultores

  1. Os jovens agricultores enfrentam grandes desafios devido às mudanças climáticas, à escassez de recursos, às guerras e à crescente insegurança alimentar.
  2. Escassez de água como questão fundamental
  3. A água é um recurso fundamental e cada vez mais escasso. Infraestruturas precárias e má gestão agravam a situação.

4. Requisitos para colheitas seguras

5. Para garantir colheitas seguras, é necessário acesso à água, energia, infraestrutura, conhecimento e melhor gestão de riscos.

6. A inovação constrói resiliência, mas o acesso a ela é desigual.

7. Inovações (como irrigação moderna, digitalização e agroecologia) fortalecem a resiliência, mas não são acessíveis a todos.

8. Bioeconomia como fonte de estabilidade de renda

9. A bioeconomia pode ajudar a estabilizar os rendimentos e a criar mais valor acrescentado na agricultura.

10. Envolver os jovens agricultores na tomada de decisões.

11. Os jovens agricultores devem estar mais fortemente envolvidos nos processos de tomada de decisão política, porque eles não são apenas o futuro, mas já são atores-chave hoje.

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