Caminho Verde Brasil é apresentado em Goiânia
Wandell Seixas
O Programa Caminho Verde Brasil foi apresentado, hoje, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, na sede da Faeg, pelo assessor especial do Mapa, Carlos Augustin. A solenidade contou com a participação do presidente da Federação da Agricultura, José Mário Schreiner, entre outras autoridades do setor e agropecuaristas. O coordenador do programa apresentou os avanços do programa e oportunidades para o desenvolvimento do agronegócio.
Coordenado pelo Mapa, o Programa Caminho Verde Brasil tem como objetivo restaurar 40 milhões de hectares de terras degradadas, promovendo sua utilização em sistemas produtivos sustentáveis. Em Goiás, a área degradada corresponde a cerca de 10% do total brasileiro, segundo o gerente técnico do IFAG, Leonardo Machado, em entrevista coletiva à imprensa.
Trata-se de uma iniciativa estratégica do Governo Federal que visa, segundo Carlos Augustin, “impulsionar a recuperação ambiental e a produtividade do setor agropecuário por meio da restauração de áreas degradadas e da promoção de práticas sustentáveis”. Busca, ainda, conciliar segurança alimentar, transição energética e proteção ambiental, consolidando o protagonismo do Brasil na agenda da agricultura sustentável.
Atualmente, o Brasil possui 280 milhões de hectares destinados à agropecuária. Dos quais 165 milhões são pastagens, sendo que 82 milhões de hectares estão em algum grau de degradação. A proposta do programa é a recuperação de até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade ao longo dos próximos dez anos, convertendo essas áreas em terras agricultáveis de alto rendimento, sem a necessidade de desmatamento.
A proposta está alinhada com a crescente demanda internacional por cadeias produtivas mais responsáveis do ponto de vista ambiental. O Mapa está buscando recursos de investidores internacionais e de países interessados em promover o desenvolvimento sustentável. Conforme o representante do Mapa, os juros bancários são atrativos, oscilando de 8 a 12%, “para tornar as áreas degradadas em áreas produtivas”,
“A COP30 confirmou que o Brasil é parte indispensável das soluções climáticas globais. Nossa comitiva mostrou resultados concretos, apresentou tecnologias que já transformam o campo e fortaleceu a cooperação com países que reconhecem o papel estratégico da agropecuária brasileira. Voltamos com novas parcerias, novos caminhos e a certeza de que produzir e preservar é o que nos move”, afirmou Augustin ao DM.
O programa oferece incentivos como crédito com juros mais baixos para produtores que aderirem, além de fomentar o uso de tecnologias limpas, agricultura regenerativa e a produção de forma mais eficiente e ambientalmente responsável.
O que o programa promove
- Recuperação de áreas degradadas: Transforma pastagens de baixa produtividade em terras agricultáveis e férteis.
- Sustentabilidade ambiental: Reduz o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa, além de melhorar a saúde do solo e a qualidade da água.
- Aumento da produtividade: Aumenta a produção de alimentos e biocombustíveis, contribuindo para a segurança alimentar e a transição energética.
- Incentivos aos produtores: Oferece acesso a crédito com taxas de juros mais baixas para os produtores que adotarem práticas sustentáveis e se comprometerem com o desmatamento zero por 10 anos.
- Agricultura moderna: Estimula o uso de tecnologias limpas, bioinsumos e a agricultura regenerativa, com apoio técnico da Embrapa e outros parceiros.
Parceiros e coordenação
- Coordenação: Ministério da Agricultura e Pecuária.
- Parceiros: Outros ministérios, Embrapa, instituições financeiras e o setor agropecuário.
Exemplos comuns de áreas degradadas
- Desmatamento: Áreas onde a vegetação nativa foi removida, seja para agricultura, pecuária ou desenvolvimento urbano. Um exemplo é a Mata Atlântica e a Amazônia, que perderam grande parte de sua cobertura original.
- Mineração: Locais que foram explorados por atividades de mineração, que deixam o solo impactado, alterado quimicamente e sem vegetação.