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CATALÃO: 166 anos e muita história

Catalão é um município com muita história surpreendente, mas é também próspero e uma economia diversificada. A cidade comemora nesta quarta-feira, dia 20, 166 anos. Seu PIB per capita medido em 2021 é de R$87.685,74. Dispõe de uma área de 3.826,76 quilômetros quadrados. Sua população ascende a 114.427 pessoas. O número de veículos soma 101.133, conforme dados do ano passado.

            A cidade de Catalão é reconhecida como a mais feliz de Goiás, segundo o Índice de Felicidade Territorial 2025, elaborado pela Eureka Comunicação, com base em dados públicos e auditáveis. O estudo, que segue a metodologia do World Happiness Report das Nações Unidas, avaliou diversos fatores que impactam diretamente o bem-estar da população, como saúde, segurança, educação, sustentabilidade urbana e qualidade de vida. Catalão se destacou entre os municípios goianos devido aos avanços em diversas áreas e aos investimentos contínuos feitos para melhorar a vida dos seus habitantes.

Com uma economia diversificada e constante crescimento, Catalão abriga setores industriais robustos, como montadoras, empresas mineradoras e a agropecuária, especialmente a pecuária leiteira e produção de grãos. O município também é um polo comercial e de serviços, favorecido por sua posição estratégica, com boas conexões com importantes centros urbanos e uma infraestrutura que acompanha seu desenvolvimento.

Além de sua base econômica sólida, a cidade se distingue por seu patrimônio cultural e histórico. Suas tradições culturais, como as Congadas, e sua rica produção nas artes e literatura, tornaram-na conhecida como a Atenas de Goiás. Nos últimos anos, a cidade tem recebido investimentos significativos em infraestrutura, educação e cultura, reforçando seu papel como um polo regional.

O Índice de Felicidade Territorial (IFT) avaliou não apenas os serviços públicos e a infraestrutura, mas também a participação ativa da população em projetos sociais e educacionais, o que foi um diferencial para o reconhecimento de Catalão. A cidade, que sempre teve um olhar atento à sustentabilidade e ao desenvolvimento social, continua a promover a participação cidadã em suas iniciativas, como evidenciado em eventos e programas voltados à educação e bem-estar coletivo.

De acordo com o Jornal Opção, “Catalão alcançou o conceito A+, indicando desempenho destacado em diferentes dimensões simultaneamente.

Por volta de 1722 ou 1723, membros da comitiva de Bartolomeu Bueno da Silva (filho), da qual faziam parte homens de armas, cavaleiros e religiosos, fizeram uma roça nas paragens onde está hoje situada a cidade.

Sabe-se que um dos membros da comitiva, de origem catalã, teria abandonado a bandeira tão logo atravessaram o rio Paranaíba.

Nos primórdios do município de Catalão confunde-se a lenda e a história, não podendo ser fixada a data da fundação do povoado. Dizem que, penetrando o território goiano, Bartolomeu deixara, no local denominado Borda da Mata, uma cruz, que mais tarde foi transferida para uma das praças da cidade de Goiás, antiga Capital do Estado.

Etimologia

A origem histórica da cidade de Catalão passa atualmente por estudos visando descobrir realmente suas origens, pois existe uma corrente tradicional e outra que traz nova configuração sobre este ponto. Assim, tradicionalmente, Catalão originou-se da penetração das entradas e bandeiras, organizadas em comitivas compostas por homens de armas, cavaleiros e padres, que adentravam pelos sertões para a captura de mão-de-obra indígena a ser escravizada e em busca de riquezas minerais.

A penetração pelos sertões Goianos efetivou-se nas primeiras décadas do século XVIII, de onde se tinha notícia da existência dos índios GUAYAZ e de terras ricas em minérios, principalmente o ouro. E é assim que se inicia, em território Goiano, o extermínio físico e cultural do grande povo indígena.

A bandeira comandada por Bartolomeu Bueno da Silva, filho de bandeirante cognominado pelos índios de “Anhanguera”, atravessou o Rio Paranaíba, onde abriu o Porto Velho (atual Porto do Lalau ), deixando um barco na margem direita do Ribeirão Ouvidor, assinalando sua passagem e continuando sua viagem pelos sertões goianos.

Nas imediações de Catalão, permaneceu um dos capelões da comitiva, Frei Antônio, espanhol natural da Catalunha apelidado de O CATALÃO que, juntamente com três companheiros, resolveu criar um ponto de pouso nas proximidades do Córrego do Almoço, tendo em vista a qualidade do solo e a amenidade do clima e, principalmente, a necessidade de reabastecer a bandeira quando do retorno.

Fontes: IBGE e SECOM | Prefeitura de Catalão

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