Com R$ 8 bilhões em volume de créditos e um crescimento de quase 150%, consórcio transforma o acesso à tecnologia no campo
A modalidade possui forte adesão nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, conforme relatório da ABAC
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A nova revolução agrícola no Brasil está sendo realizada de uma forma que poucos esperavam: pelo consórcio. Com o crescimento de quase 150% em participantes ativos, em seis anos, conforme divulgado pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o consórcio de máquinas agrícolas vem se consolidando como um instrumento estratégico para a modernização do setor rural ao permitir que produtores tenham acesso a máquinas que tragam eficiência e otimização de tempo e funções.
Com quase R$8 bilhões em volume de créditos disponibilizados, entre janeiro e agosto de 2025, o consórcio não está apenas movimentando a cadeia de máquinas e implementos, mas impulsionando uma nova geração de produtores conectados e preparados para os desafios ao quebrar barreiras e descentralizar o acesso à tecnologia no campo, com forte adesão nas regiões Centro-Oeste (36%), Sudeste (25,9%) e Sul (19,9%), conforme divulgado pela ABAC.
Mais do que uma alternativa ao tradicional financiamento, o consórcio é uma modalidade que tem sido usada por muitos produtores como uma forma de investimento por não possuir juros, mas apenas uma taxa de administração, previsibilidade e menor custo. Para Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio-diretor da Multimarcas Consórcios, tais características acabam sendo fatores decisivos. “Embora existam opções de financiamento, os altos juros tornam-nas as opções muitas vezes inviáveis. Já o consórcio se ajusta perfeitamente às necessidades do setor, conquistando uma crescente credibilidade. Por isso, cada vez mais, os produtores, ao planejar suas compras, optam por essa modalidade como uma solução econômica para alcançar seus objetivos”, afirma o especialista.
Entre o período de 2020 a 2025, segundo relatório da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), cerca de 91,6% dos consorciados contemplados adquiriram máquinas agrícolas novas, com destaque para tratores (87,1%). Na sequência vieram as colheitadeiras com 2,5%, pulverizadores com 1,1%, adubadoras com 0,9%, semeadoras com 0,3% e outras, de uso diverso, com 8,1%.
Esse tipo de tecnologia permite, por exemplo, mapear o solo, otimizar a aplicação de insumos, reduzir perdas e monitorar remotamente o desempenho da operação. O desempenho dessa modernização se reflete na produtividade, na competitividade e até na exportação, já que máquinas modernas aumentam o rendimento e ampliam a capacidade de resposta do produtor às demandas do mercado, proporcionando avanços contínuos em toda a cadeia do agronegócio.
Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, “estamos comprometidos em levar tecnologia e inovação para o campo, oferecendo soluções que impulsionam o trabalho do produtor rural e fortalecem a economia rural. Acreditamos que o investimento em pesquisa e desenvolvimento, aliado à paixão e ao conhecimento do produtor, é o caminho para uma citricultura cada vez mais sustentável e produtiva”, explica o empresário ao destacar a importância da empresa no setor agro do Brasil.
O levantamento ainda revelou que entre os participantes ativos 67,0% são pessoas físicas e 33,0% são pessoas jurídicas. Apurou-se também que, nas pessoas físicas há 12,9% na faixa etária de 18 a 30 anos; 42,1% na de 31 a 45 anos; e 45,0% acima de 45 anos.
Na prática, o que estamos vendo é a democratização da inovação agrícola. Os subsídios públicos não são a força motora por trás dessa transformação, mas, sim, o impulsionamento coletivo de um modelo de compra que vem conectando o campo com o futuro. “O consórcio, além de ser uma opção viável em um momento em que a taxa de juros é de 15% , reforça seu papel como aliado indispensável para a modernização do agronegócio e para o fortalecimento de um setor vital à economia brasileira”, finaliza o especialista.