Tendência

Drones aumentam produtividade no campo

 Wandell Seixas

A agricultura enfrenta, a cada safra, desafios que vão da elevação do custo de insumos à necessidade de produzir mais em menos tempo. Em regiões de difícil acesso, como encostas íngremes ou áreas alagadas, a pulverização manual ou com máquinas pesadas pode ser ineficiente e até arriscada. É nesse cenário que os drones agrícolas têm ganhado relevância, trazendo mais segurança, precisão e economia para o dia a dia no campo.

Em Goiás, estado agropecuário por natureza, é crescente o uso do drone. Segundo Marcelo Penha, expert em assuntos agrícolas da Federação da Agricultura e Pecuária (Faeg). Sua utilização ocorre inclusive na aplicação de defensivos e adubos, através da prestação de serviços.  Nesse caso os custos oscilam de R$100 a R$200 por hectare. No comércio do ramo, um drone é vendido por R$200 mil, dependendo do equipamento.

Alexandre Caixeta, além de cirurgião dentista na praça de Goiânia, mantém propriedade rural em Silvânia, região da Estrada de Ferro. Em sua opinião, o uso do drone é importante “não danifica as plantas”, observando que “os pulverizadores amassam as plantações por onde passam”.  Enaltece, ainda, a rapidez no processo de aplicação. É eficiente, também, na aplicação de GPS.

Caixeta observa que o custo é elevado, mas a tendência é de baixa com maior utilização, seguindo naturalmente a lei da oferta e da procura. Ele vê necessidade, todavia, de formação de mão-de-obra profissional para pilotar os drones. “Em sua maioria procede de empresas terceirizadas que executam os serviços.

Fotus Agro é uma das empresas que aposta nesse movimento com equipamentos de pulverização aérea que se destacam pela capacidade de operar em diferentes tipos de terreno. Com sensores que identificam obstáculos de até um centímetro a 40 metros de distância, os drones utilizados que são o EA-60X da marca EAvision, conseguem acompanhar o relevo e manter a estabilidade, mesmo em áreas acidentadas ou estreitas, onde tratores e aviões agrícolas não chegam.

O agricultor evita o desperdício de insumos, que chegam a representar até 30% do custo de produção em algumas culturas, e ainda garante que a pulverização seja feita de forma uniforme.

Outro ponto de destaque é a segurança. Em muitas propriedades, trabalhadores ainda são expostos diretamente a produtos químicos durante a aplicação. Com o uso do drone, esse contato é reduzido drasticamente. “Estamos diante de uma ferramenta que alia eficiência agronômica e responsabilidade socioambiental. É um avanço que impacta tanto a rentabilidade quanto a qualidade de vida no campo”, avalia Victor Gomes Silva, engenheiro agrônomo.

Além da pulverização líquida, os drones também permitem a dispersão de sólidos, como sementes e fertilizantes granulados. Esse recurso pode ser decisivo em momentos de replantio após perdas causadas por geadas ou chuvas fortes. Devido à antena RTK inclusa em seu sistema, a margem de erro inferior a dez centímetros assegura que a distribuição seja precisa, evitando sobreposição e falhas no plantio.
 
            A Coopercitrus (Cooperativa de Produtores Rurais) reforça seu pioneirismo ao ser a primeira do Brasil a disponibilizar aos produtores a nova geração de drones agrícolas DJI Agras T100, T70P e T25P. A iniciativa evidencia o compromisso em levar tecnologia de ponta e eficiência ao campo para os seus 42 mil cooperados.

Os novos modelos, equipados com inteligência artificial para otimização de rotas, além de sistemas avançados de radar e sensores já estão disponíveis em todas as unidades da cooperativa, em mais de 70 cidades espalhadas por São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

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