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“Estação de monta é pilar de produtividade e eficiência na pecuária”, garante especialista


Estratégia permite concentrar partos, elevar a taxa de prenhez e produzir bezerros mais pesados, impactando diretamente a rentabilidade dos sistemas de cria

 
 A Estação de Monta, estratégia de manejo que concentra as atividades reprodutivas em um período específico do ano, tem impacto direto na produtividade e na eficiência das fazendas de cria. Ao determinar uma janela definida para exposição das matrizes, é possível concentrar partos, otimizar recursos e reduzir o custo por prenhez.

Segundo a consultora técnica em reprodução da Alta Genetics do Brasil, Juliany Carvalho, a definição do período deve considerar a região e o regime de chuvas. “Essa estratégia garante que os serviços ocorram na época desejada, de forma consciente, conforme a disponibilidade de forragem e de mão de obra”, explica.

Entre as principais vantagens está a possibilidade de planejar o nascimento do chamado bezerro do cedo — aquele que nasce no final da estação de seca,, onde há menor desafio sanitário. Esses animais crescem mais rápido, desmamam mais pesados e têm maior valor de mercado, impactando diretamente a produtividade e a rentabilidade da fazenda. “Com a IATF (Inseminação Artificial por Tempo Fixo), conseguimos determinar o momento do parto, escolhendo o melhor período tanto para a vaca produzir leite quanto para o bezerro, que vai encontrar maior oferta de alimento quando se tornar ruminante”, destaca Juliany.

A concentração de parições também facilita o manejo da equipe. “Antes mesmo do início da próxima rodada de IATF, a equipe pode estar focada na maternidade, garantindo que todo o trabalho realizado na estação anterior gere bons resultados”, completa. Além dos benefícios zootécnicos, a estratégia contribui para uma oferta mais uniforme ao mercado, no momento de maior valorização, e com bezerros de melhor qualidade.

Planejamento é ponto-chave

 Para Juliany Carvalho, uma Estação de Monta eficiente começa no planejamento. “Precisamos entender a composição do rebanho, quantas matrizes temos disponíveis e como elas estão distribuídas nas categorias. A partir disso, definimos a estratégia reprodutiva de cada grupo. É essencial ter claro o objetivo da fazenda e como alcançá-lo.”

A consultora reforça que a IATF é parte fundamental desse planejamento. “A inseminação nos permite emprenhar vacas mesmo no início das chuvas, quando o pasto ainda não está completamente estabelecido. O protocolo hormonal ajuda a sincronizar a ovulação e garantir prenhez mesmo em períodos de transição das chuvas, assegurando que as fêmeas iniciem a gestação no momento mais favorável para o sistema produtivo.”Juliany destaca que a organização reprodutiva é também a base do trabalho desenvolvido pela equipe Alta nas fazendas, unindo ciência aplicada, dados de campo e estratégias bem planejadas para aumentar a taxa de prenhez e garantir mais bezerros do cedo.

 Sobre a Alta

A Alta é líder mundial no mercado de melhoramento genético bovino. Com matriz em Calgary, no Canadá, atua em mais de 90 países. No Brasil, a Alta mantém escritório administrativo e moderna central de biotecnologia e difusão genética em Uberaba/MG, onde anualmente recebe mais de 12 mil visitantes.

A Alta contribui diariamente com o desenvolvimento da pecuária mundial pela sua estreita relação com o pecuarista, auxílio de profissionais altamente qualificados, modernas instalações, emprego de tecnologias pioneiras e visa melhorar a lucratividade de cada rebanho, por meio da entrega genética de confiança e serviços de manejo com alta qualidade. 
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