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Goiânia completa hoje 92 anos

Goiânia completa hoje 92 anos. E tem uma história fascinante de quem acreditou na Marcha para o Oeste. Pedro Ludovico Teixeira acreditou que mudaria a história de Goiás, implantando uma nova Capital. Hoje, a cidade tem perfil moderno e que contribuiu para a interiorização do Centro – Oeste Brasileiro. Brasília é decorrência dessa política. Assim como grandes rodovias, como a Belém-Brasília e o Br-060. Pessoalmente, tive a felicidade de conhecer o fundador de Goiânia numa visita com os colegas Lorimá Dionísio, mais conhecido por Mazinho, Nana e Mesquita. Ainda com um trunfo: um visitante ilustre, o escritor Jorge Amado, à residência de Pedro Ludovico, na Rua 26. Centro.

Goiânia é um município brasileirocapital de Goiás. Fica a 209 km de Brasília. Com uma área de 728.296 km², exibe uma geografia contínua. Poucos morros e baixadas, caracterizada por ser uma região do Planalto Central.

Localizada no centro do Estado, foi planejada e construída para ser a capital política e administrativa de Goiás sob influência da Marcha para o Oeste, política desenvolvida pelo governo Vargas para acelerar o desenvolvimento e incentivar a ocupação do Centro Oeste. Os estreitos laços de amizade e interações políticas entre Pedro Ludovico Teixeira e Vargas contribuíram bastante para essa empreitada. Sofreu um acelerado crescimento populacional desde a década de 1960 e atingiu um milhão de habitantes em 1996. Desde seu início, a sua arquitetura teve influência do art déco, que definiu a fisionomia dos primeiros prédios da cidade.

É a segunda cidade mais populosa do Centro-Oeste, sendo superada apenas por Brasília. É um importante polo econômico da região, considerada um centro estratégico para áreas como indústriamedicinamoda e agricultura. Contudo, tem enfrentado desafios, entre eles a desigualdade social, crescentes problemas de trânsito, índices de crime elevados e o clima seco, resultado da poluição e por se localizar no cerrado. Entretanto, durante a década de 2000, Goiânia destacou-se entre as capitais brasileiras por contar com o maior índice de área verde por habitante do Brasil, na época ultrapassada apenas para a cidade de Edmonton, no Canadá.

De acordo com as estimativas do IBGE de julho de 2024 era de 1 494 599. É a quinta maior por área urbana do país e o décimo município mais populoso do Brasil, segundo estimativa do IBGE em 2020. Em 2016, a Região Metropolitana de Goiânia tem 2 458 504 habitantes, sendo a 13ª região metropolitana mais populosa do País.

Etimologia

O nome para batizar a cidade teria vindo da adaptação ortográfica e possivelmente fonética do título do livro Goyania, a primeira publicação literária cuja temática gira em torno de Goiás. Trata-se de um poema épico do escritor Manuel Lopes de Carvalho Ramos, publicado em 1896 no Porto pela Typographia a Vapor de Arthur José de Souza. A circulação do livro é muito limitada, razão pela qual a nomeação da cidade permanece desconhecida do grande público. Também é considerada a hipótese de que o nome foi escolhido em evocação à Pedra Goyania, na Serra Dourada, cujo nome emana do poema.

Outra explicação para a origem do nome “Goiânia” veio do professor Alfredo Faria de Castro, o qual sugeriu o topônimo para um concurso do jornal “O Social”, publicado em 1933 quando a pedra fundamental da nova capital foi lançada. Segundo o professor, “Goiânia” tem o significado de “Nova Goiás”, provavelmente pela união de “Goiás” com o prefixo “neo”, tendo em vista o ideal de modernidade com o qual a cidade foi construída. Além disso, há ainda a palavra tupi-guarani “goyanna”, da qual se originaria não só o nome dessa cidade, mas também o de outras no Brasil, como Goiana.

História de Goiânia

A história de Goiânia começa com as primeiras idéias de mudança da Capital em 1753, proposta pelo então governador da Província de Goiás, dom Marcos de Noronha, que ambicionava transferir a capital de Vila Boa para a atual Pirenópolis.

Em 1830, o marechal de campo Miguel Lino de Morais, segundo governador de Goiás Império, propôs a mudança da Capital para a região do Tocantins, próximo a Niquelândia. A capital goiana, no início do século XIX, convivia com a estagnação econômica, provocada pelo término do ciclo do ouro.

Outro governador da província José Vieira Couto de Magalhães retoma o assunto em 1863, exposto em seu livro Primeira Viagem ao Rio Araguaia. “Temos decaído desde que a indústria do ouro desapareceu. Ora, a situação de Goiás era aurífera. Hoje, porém, está demonstrado que a criação do gado e agricultura vale mais do que quanta mina de ouro. Continuar a capital aqui, é condenar – nos a morrer de inanição, assim como morreu a indústria que indicou a escolha deste lugar”.

A discussão sobre a necessidade de mudança prosseguiu. A constituição do Estado de 1891, inclusive sua reforma de 1898 e a de 1918, previa taxativamente a transferência da sede do governo, havendo disposto esta última em seu Artigo 5º: “A cidade de Goiás continuará a ser a capital do Estado, enquanto outra coisa não liberar o Congresso”.

Mas foi somente com o advento da revolução de 30, em 1933, que o interventor federal Pedro Ludovico Teixeira tomou providências da edificação da cidade, tornando realidade um sonho que já durava 180 anos.

O objetivo político Pedro Ludovico Teixeira seguiu em conformidade com a Marcha para o Oeste, movimento criado pelo governo de Getúlio Vargas para acelerar o progresso e a ocupação do Brasil Central, incentivando as pessoas a migrarem para o centro do país, onde havia muitas terras desocupadas. A implantação do projeto só seria possível com a garantia de uma infraestrutura básica ligando o Centro Oeste ao Sul do País. As medidas adotadas pelo interventor foram: a mudança da capital, construção de estradas internas e a reforma agrária.

Criou-se em 20 de dezembro de 1932 uma comissão encarregada de escolher o local no qual seria construída a nova capital. O relatório da comissão apontou um sítio nas proximidades do povoado de Campinas, local do atual bairro, como lugar ideal para a edificação da futura capital.

Em 6 de julho do ano seguinte, Pedro Ludovico baixou um decreto encarregando o urbanista Atílio Correia Lima da elaboração do projeto do novo centro urbano. Outro urbanista, Armando de Godói, formado na Suíça e na França de onde acabara de voltar, reformula o antigo projeto, inserindo o parcelamento do Setor Oeste e fortes mudanças no arruamento do Setor Sul. Em 1935, Armando assina o plano diretor.

A pedra fundamental de Goiânia foi lançada em 24 de outubro de 1933 por Pedro Ludovico Teixeira, como homenagem aos 3 anos do início da Revolução de 1930, em pleno altiplano, onde se encontra atualmente o Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica. O local foi determinado pelo urbanista Atílio Corrêia Lima.

Fonte: Goiânia (GO). Prefeitura 014. Disponível em : http :// prefeituradegoiania .net .br.

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