Goiás Genética é instalada com críticas aos custos e aos preços em queda do boi e do bezerro

Wandell Seixas
A Goiás Genética, feira de negócios da indústria genética bovina, foi aberta, hoje, no Auditório Augusto Gontijo, no Parque de Exposições Agropecuárias de Goiânia, com o presidente da Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ), Luciano Bonfim, ressaltando a importância do evento, mas demonstrando que “a pecuária vive seu pior momento”.
O pecuarista refere-se aos custos operacionais crescentes no setor e os preços em queda do boi em pé e do bezerro. “Caíram pela metade”, referiu-se uma pecuarista indagada pelo repórter sobre a questão preocupante para os criadores. Segundo o Cepea, há disponibilidade de carne no mercado com o aumento da produtividade, o que pressiona para baixo os preços pagos aos pecuaristas. Hoje, o boi está cotado a R$233,15 a arroba e o bezerro a R$2.040,23 a cabeça.
Mas, fora a questão econômica, Bonfim ressaltou a importância da feira do ponto de vista da genética, conhecimento em geral do melhoramento das pastagens, negócios em vista. O secretário da Agricultura, Pedro Resende, falou sobre a abertura de novos mercados, a garantia sanitária do rebanho, redução da pobreza, crescimento do PIB goiano, segurança no meio rural e a adoção da genética e tecnologia que contribuem para um rebanho de maior qualidade.
Ailton José Vilela, da Faeg, bateu também nas ações de ordem sanitária, maior produção de alimentos mais baratos para o consumidor, manejo e riscos para o próximo ano com a crescente expansão da brucelose e outras zoonoses. Mas, quando a Goiás, procurou acalmar o mercado de consumo ante as providências adotadas pela Agrodefesa em tempo hábil.
Antônio Flávio Camilo de Lima, diretor técnico do Fundepec-Goiás, teceu elogios à iniciativa da AGCZ que é também uma das entidades que fazem parte do Fundo, salientando que nos dias atuais, não é fácil realizar um evento dessa envergadura. Discorreu sobre a atuação do Fundepec que, ao longo de sua história, tem realizado um grande serviço em prol, principalmente da qualidade sanitária de nossos rebanhos através de parcerias diversas, inclusive com a Agrodefesa.
Flávio disse que o Fundepec-Go tem como foco a partir de agora, um grande trabalho que é atuar no combate a doenças como a tuberculose e a brucelose no rebanho bovino goiano a exemplo do que realizou contra a febre aftosa totalmente erradicada em Goiás. Para esse trabalho futuro, contratou parceria com a USP – Universidade de São Paulo, que realizará pesquisas científicas em Goiás levantando dados para essa tarefa de combate a essas doenças e o impacto das mesmas na nossa economia e genética dos rebanhos.
Renato Ximenes, da ABT, evidenciou o “crescimento da raça Tabapuã no País, observando que em Goiás o número de animais cresceu mais”. Romildo Antônio da Costa, da ABCZ, convidou os criadores goianos para a próxima exposição pecuária de Uberaba.
A Goiás Genética prosseguirá até o próximo dia 9, sexta-feira, com ampla programação de palestras sobre mercado, custos, tecnologia, genética, nutrição, gestão, entre outros, com a participação de conferencistas renomados no setor, e visita aos estandes de vendas e de zebuínos do mais alto padrão genético.
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