Inflação de Goiânia é a segunda maior alta do ano
Wandell Seixas
Goiânia registra a segunda maior alta do ano, após duas quedas seguidas. Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo apresentou alta de 0,96%, após alta de 0,75% em setembro. O resultado é o maior desde fevereiro de 2025 (1,16%), oito meses atrás, e ainda ficou acima do assinalado em outubro do último ano (0,80%).
No Brasil, o índice passou de 0,48% em setembro para 0,09% em outubro, um recuo de 0,39 ponto percentual. Esse resultado é o menor para um mês de outubro desde 1998, quando foi registrado 0,02%. No ano, a inflação acumula alta de 3,73% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.
Na comparação com outubro de 2024 (0,80%), houve alta de 0,16 ponto percentual do índice goianiense. Com isso, o acumulado em 12 meses subiu de 4,51% (setembro) para 4,68 (outubro). No ano, a Capital acumula variação de 3,42%.
O grupo de Transportes foi o que mais contribuiu para a aceleração do índice geral de outubro, com alta de 2,11%. Seu resultado foi impulsionado pelo preço dos combustíveis de veículos, que subiu 5,39% no mês. Entre os subitens, destacam-se o etanol (9,78%), a gasolina (4,78%) e o óleo diesel (0,25%).
Outro grupo com alta relevante no mês foi Habitação (2,36%). No grupo, destaca-se o aumento de 6,08% da energia elétrica residencial, que já acumula alta de 15,09% no ano.
Já o grupo de Alimentação e bebidas (0,34%), cujo peso mensal é o segundo maior, subiu pela primeira vez após cinco recuos sucessivos. Entre seus itens, destacam-se tubérculos, raízes e legumes (9,21%); aves e ovos (2,16%); óleos e gorduras (3,25%); bebidas e infusões (0,71%) e alimentação fora do domicílio (0,06%).
Por outro lado, houve quedas em sal e condimentos (-1,77%); cereais, leguminosas e oleaginosas (-0,79%); carnes (-0,29%); leites e derivados (-0,82%) e frutas (-1,30%). Houve quedas em Vestuário (-0,19%) e produtos farmacêuticos (-0,94%).
Em comparação ao IPCA (0,96%), essa alta dos preços no município revela forte impacto também para os mais pobres. Uma vez que, a cesta de compras analisada pelo INPC é referente às das famílias com rendimentos entre um e cinco salários mínimos. Assim, a variação acumulada no ano foi de 3,15% em Goiânia
No Brasil, por sua vez, registrou alta de 0,03% em outubro. No ano, o acumulado é de 3,65% e, nos últimos 12 meses, de 4,49%, abaixo dos 5,10% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2024, a taxa foi de 0,61%.
Em Goiás, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,43% em outubro, após as variações de 0,14% em setembro e de 0,09% em agosto do ano corrente, acumulando em 12 meses variação de 5,44%. O índice do mês foi superior ao índice apresentado no mesmo mês do ano passado (0,23%) e acima do índice nacional de outubro do ano corrente (0,27%). O custo goiano da construção por metro quadrado foi de R$ 1.845,29 em outubro, sendo R$ 1.048,70 relativos aos materiais e R$ 796,59 à mão de obra. O custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, por sua vez, foi de R$ 1.877,29