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Produção goiana de grãos deve cair 6,5% em 2026

Wandell Seixas

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola estimou uma produção de 36,4 milhões de toneladas de Cereais, leguminosas e oleaginosas para a safra goiana de 2026 em janeiro. Em relação a 2025, projeta-se um recuo de 6,5% no Estado. No Brasil, a expectativa também é de retração (-1,0%), com 342,7 milhões de toneladas produzidas no ano – 3,4 milhões abaixo de 2025.

Em Goiás, a produção de soja, que possui a maior área de cultivo (5,1 milhões de hectares), deve apresentar queda de 5,8%, com safra de 19,1 milhões de toneladas em 2026. Embora seja estimado um ligeiro aumento da área plantada (0,5%), seu rendimento deve cair 6,3%.

Além do decréscimo na produção de soja, espera-se retração para todos os produtos agrícolas do grupo de Cereais, leguminosas e oleaginosas. O milho 2ª safra, por exemplo, tem redução prevista de 7,6%, associada tanto à perda de área plantada (-0,2%) quanto à diminuição do rendimento (-7,4%). O sorgo, por sua vez, deve apresentar crescimento da área de cultivo (0,5%), mas a queda de rendimento (-9,6%) faz com que a expectativa seja de uma safra 9,1% menor que a de 2025.

O levantamento estima a produção de 92,0 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 9,3% maior que a obtida em 2025. Embora seja prevista uma perda de rendimento (-3,3%) da cultura, o aumento da área plantada (12,9%) deve fundamentar o avanço produtivo.

Vale destacar, ainda, o incremento esperado para a safra de mandioca (42,7%), ocasionado pelo rendimento 2,1% maior e, principalmente, pelo crescimento expressivo da área de cultivo (39,7%).

Na distribuição da produção pelas unidades da federação, o levantamento de janeiro apontou Goiás como o quarto maior produtor nacional de grãos, com participação de 10,6%. Em 2025, a representatividade do estado foi de 11,3%, o que lhe conferia a terceira posição no ranking nacional. Com o recuo previsto este ano, Goiás deve ser ultrapassado pelo Rio Grande do Sul (11,8%). Mato Grosso (30,3%) mantém a liderança, seguido pelo Paraná (13,9%).

Em relação às participações das regiões brasileiras, o panorama é o seguinte: Centro-Oeste (48,9%), Sul (27,8%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,3%).

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