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SAFRA GOIANA – Prognóstico de 2026 aponta queda de 7,6% na produção de soja e de 8,2% na de milho

Wandell Seixas

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 332,7 milhões de toneladas em 2026. Essa produção representa um declínio de 3,7% (12,9 milhões de toneladas a menos) em relação à safra de 2025. Essas premissas compõem o primeiro prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola.

Em Goiás, o prognóstico aponta queda de 7,8% na produção agrícola, saindo de 38,9 milhões de toneladas em 2025 para 35,9 milhões de toneladas em 2026. Essa queda tem forte impacto das quedas de 7,6% na produção de soja e de 8,2% na produção de milho.

Em outubro, o LSPA estimou uma produção de 20,2 milhões de toneladas de soja em Goiás. E, com isso, a expectativa é de safra recorde em 2025. Em relação a 2024, o aumento previsto é de 19,2%, ocasionado pelo crescimento da área plantada (2,6%).

Ainda no grupo dos Cereais, leguminosas e oleaginosas, merecem destaque os incrementos de produção esperados em outras culturas, como o feijão 3ª safra (14,7%), o milho 2ª safra (23,7%) e o trigo (33,6%). Essas culturas têm suas previsões relacionadas aos crescimentos de área plantada, com aumentos de 12,8% para o feijão 3ª safra, de 10,7% para o milho 2ª safra e de 6,3% para o trigo

O levantamento estima a produção de 1,8 milhão de toneladas de sorgo em Goiás, 20,6% maior que a obtida em 2024. A alta é fundamentada pelos aumentos da área plantada (11,3%), que subiu 51,6 mil ha. Fora do grupo de grãos, destaca-se a cana-de-açúcar, com produção esperada de 85,5 milhões de toneladas em 2025, 7,5% acima da obtida em 2024. Conforme a estimativa mais recente, sua área plantada deve aumentar em 14,7%.

Na distribuição da produção pelas unidades brasileiras, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,0%, seguido pelo Paraná (13,4%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,8% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,7%), Sul (24,9%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,1%) e Norte (6,4%).

No primeiro semestre de 2025, Goiás registrou 7,4 milhões de toneladas estocadas, queda de 9,4% em relação ao mesmo período de 2024 (8,2 milhões de toneladas). Essa queda foi puxada pelo milho, que apresentou redução de 60,7% na quantidade estocada no primeiro semestre do ano corrente. A soja, por sua vez, apresentou aumento de 22,6% em relação ao primeiro semestre de 2024.

Já em relação aos municípios goianos, os cinco maiores estocadores também tiveram quedas no primeiro semestre de 2025, são eles: Rio Verde (-31,7%), Jataí (-41,3%), Montividiu (-11,3%), Ipameri (-16,2%) e Chapadão do Céu (-43,0%).

A capacidade útil dos silos no período foi de 10,9 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 11,8% em relação ao mesmo semestre do ano anterior, quando a capacidade era de 9,8 milhões de toneladas.

            Já os Armazéns graneleiros e granelizados tiveram 9,5 milhões de toneladas de capacidade útil, com aumento de 1,9% em relação aos 9,3 milhões do primeiro semestre de 2024. Por sua vez, os armazéns convencionais, estruturais e infláveis apresentaram capacidade de 2,757 milhões de metros cúbicos, queda discreta de 0,2% em relação à capacidade do mesmo semestre do ano anterior de 2,761 milhões de metros cúbicos.

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