Saindo do Forno
03/11/2025/Segunda
Revolução genética na lavoura: Ambev anuncia variedade de cevada até 16% mais produtiva e resistente a doenças
Em outubro, a Ambev alcança um marco histórico em sua trajetória de inovação no campo: a cultivar de cevada ABI Valente, que foi oficialmente homologada para uso nas maltarias da companhia. O reconhecimento consolida uma jornada de 12 anos de pesquisa conduzida pelo time de Pesquisa & Desenvolvimento no Brasil. A aprovação industrial da ABI Valente reforça o compromisso da Ambev com a qualidade em todas as etapas da cadeia produtiva, do grão ao gole.A ABI Valente se destaca por ter rendimento agronômico 16% superiorao padrão comercial. Além disso, essa mesma cultivar demonstra um incremento de 15% no tamanho dos grãos, quando comparada a outras variedades. É importante lembrar que a nova cultivar vem para completar o portfólio Ambev, que já tem outros registros, como a ABI Rubi que é hoje reconhecida pelo comportamento fitossanitário e resistência a doenças, sobressaindo-se agronomicamente frente a um dos principais desafios enfrentados pelos produtores no campo.
NetApp é a primeira a incorporar a detecção de violação de dados no armazenamento de dados corporativo
A NetApp anunciou novos recursos de ciber-resiliência líderes do setor, que fortalecem ainda mais o armazenamento mais seguro do planeta. O serviço NetApp Ransomware Resilience, aprimorado e renomeado, permite que os clientes integrem sua infraestrutura de dados como parte fundamental de sua estratégia de segurança abrangente, com detecção de ransomware baseada em IA e dois novos recursos: uma capacidade inédita no setor para armazenamento corporativo detectar violações de dados; e ambientes de recuperação isolados para permitir a recuperação segura e completa de dados críticos. À medida que as empresas enfrentam seus desafios mais urgentes elas precisam de uma infraestrutura de dados segura, confiável e eficiente. Embora os investimentos em IA estejam criando oportunidades sem precedentes para as empresas, eles também estão expandindo suas superfícies de ataque.
EXM Partners leva soluções inovadoras ao Congresso TMA Brasil 2025
A EXM Partners, consultoria especializada em processos de reestruturação e recuperação de empresas, participará do XVII Congresso de Reestruturação e Recuperação de Empresas (TMA Brasil), principal encontro nacional do setor. O evento será realizado nos dias 3 e 4 de novembro, no Hotel Grand Hyatt São Paulo, na capital paulista. Hoje, 3, às 13h, Lucas Tosato Rocha, sócio da Alumni Investimentos será o moderador do painel “Soluções e oportunidades financeiras no mercado de reestruturação”, que abordará alternativas de financiamento e instrumentos inovadores voltados à recuperação de companhias em crise. Participam como debatedores Fernanda Piva, gerente de negócios em Distressed & Special Situations da JiveMauá; Paola Cristina Rios Pereira Fernandes, advogada da Caixa Econômica Federal; e Janser Saloman, sócio-fundador da Chimera Capital.
Brasil pode adicionar até R$ 94,8 bilhões ao PIB por ano até 2030 com tecnologias sustentáveis no agro
Um novo estudo realizado pelo Observatório de Bioeconomia da FGV, com apoio do Instituto Equilíbrio e da Agni, revela que a adoção de tecnologias sustentáveis no campo pode se tornar um dos motores mais relevantes para o crescimento econômico do Brasil nos próximos anos. De acordo com as estimativas do levantamento “Potencial Econômico das Práticas Sustentáveis na Agricultura e Pecuária”, o aumento da adoção de quatro tecnologias agrícolas e pecuárias de baixa emissão de carbono — biocombustíveis, bioinsumos, sistema de plantio direto e terminação intensiva de gado— pode gerar, isoladamente, um impacto potencial de até R$ 94,8 bilhões por ano no PIB brasileiro até 2030, considerando um PIB de referência de 2024 (R$ 11,7 trilhões). A análise foca no impacto isolado de cada uma dessas tecnologias, sem sobrepor seus efeitos, o que reforça a robustez dos resultados. Sozinhos, os biocombustíveis podem gerar R$ 71,4 bilhões adicionais ao ano, seguidos por R$ 15,2 bilhões com bioinsumos, R$ 4,7 bilhões com a ampliação do plantio direto e R$ 3,5 bilhões com a intensificação da terminação bovina.
Inteligência nutricional: bezerro, novilha e bovino em lactação têm as mesmas demandas alimentares?
Animais em diferentes fases da vida têm necessidades nutricionais distintas: um bezerro em crescimento não demanda os mesmos nutrientes que um bovino em fase de produção, por exemplo. Ainda assim, durante muito tempo, a pecuária brasileira adotou um modelo único de alimentação, o que comprometeu desempenho, produtividade e até a saúde dos rebanhos. Essa realidade vem mudando com a chegada da nutrição personalizada, tendência que ajusta a dieta dos animais conforme a idade e a etapa de vida. À frente dessa transformação está a Master Nutrição, empresa do grupo SRX Holdings. O conceito, já consolidado em mercados mais maduros, começa a ganhar força no Brasil e promete trazer um salto de competitividade para a pecuária nacional. Além de atender às demandas nutricionais de forma estratégica, a personalização da ração contribui para reduzir desperdícios e o uso de insumos, aspecto cada vez mais valorizado em um setor pressionado por custos e pela busca por sustentabilidade.
Previsão climática favorável eleva o alerta para ferrugem asiática e reforça a importância de um manejo
A safra 2025/26 de soja se desenha sob um cenário de maior estabilidade climática, com chuvas mais regulares e bem distribuídas, tanto na região Sul quando no Cerrado do Brasil. Embora positivas para o desenvolvimento das plantas, essas condições também favorecem a proliferação de doenças, principalmente a ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que continua sendo uma das maiores ameaças à produtividade da cultura. Altamente agressiva, a ferrugem asiática causa perdas irreversível na produtividade da cultura da soja, podendo reduzir até 80% do potencial produtivo. Mesmo com o avanço do monitoramento e das boas práticas de manejo, a atenção segue essencial. As previsões climáticas neste início de safra apontam para maior risco de disseminação da doença, principalmente em regiões com maior regularidade de chuvas e plantios tardios.