Tarifaço de Trump representa oportunidades para o agronegócio brasileiro

Sabrina Lawder, sócia de tributos internacionais e tax controversy da Grant Thornton Brasil, acredita que agronegócio brasileiro pode se fortalecer com a guerra comercial

As recentes alterações tarifárias anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm gerado debates acalorados no cenário internacional. Essas medidas, que incluem a imposição de tarifas significativas sobre importações de diversos países, têm o objetivo declarado de proteger a economia doméstica norte-americana e levantam preocupações sobre possíveis repercussões globais.

No Brasil, as tarifas têm sido vistas com preocupação, mas também como uma oportunidade. Sabrina Lawder, sócia de Tributos Internacionais e Tax Controversy da Grant Thornton Brasil, acredita que as tarifas podem forçar o Brasil a diversificar suas exportações e buscar novos mercados, “aumentando as exportações para países que têm desavenças tarifárias com os EUA, considerando especialmente a boa safra agrícola prevista”, pontua.

Sabrina explica que as novas tarifas impostas por Donald Trump podem tornar o agronegócio dos EUA menos competitivo no cenário internacional, abrindo espaço para os produtos brasileiros. “A demanda global por alimentos continua a crescer e o Brasil é um dos maiores fornecedores globais de vários gêneros agrícolas, sendo uma oportunidade para o País consolidar sua posição como um dos líderes mundiais no agronegócio”.

Entretanto, a sócia de tributos internacionais da Grant Thornton Brasil salienta que o aquecimento das exportações do agronegócio pode resultar em um aumento interno dos preços dos alimentos, criando desafios extras à pressão inflacionária atual. “O País precisa de estratégias eficazes para sustentar o crescimento das exportações e a participação do agronegócio no cenário internacional, ao mesmo tempo, em que precisa segurar a disparada de preços nos supermercados, fenômeno verificado desde o ano passado”.

Na opinião de Sabrina, o agronegócio brasileiro está preparado para lidar com novos mercados e o aumento das exportações, mas não está isento de desafios para suprir a demanda. “Atualmente há grande preocupação internacional com questões relacionadas à adoção de práticas agrícolas sustentáveis, mas também existem mecanismos que atestam essa preocupação por parte das empresas, como certificações ambientais internacionais”, ressaltando a importância de projetar uma imagem positiva do agronegócio brasileiro no comércio exterior das commodities.


Sobre a Grant Thornton

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