Tendência

Transportes e alimentos contribuem para inflação menor em Goiânia

Wandell Seixas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Goiânia registrou em agosto uma retração de 0,40%, configurando a segunda queda consecutiva no ano, após uma variação de -0,14% em julho. Anteriormente, a última redução de preços havia ocorrido em janeiro, com -0,03%, em proporção menor do que as observadas em julho e agosto. Em comparação com agosto de 2024, que apresentou variação de -0,51%, o índice goianiense teve um aumento de 0,11 ponto percentual. Em consequência, o acumulado em 12 meses em Goiânia passou de 4,75% em julho para 4,85% em agosto.

No âmbito nacional, o IPCA registrou uma deflação de 0,11% em agosto. Este valor representa uma redução de 0,37 pontos percentuais em relação à taxa de 0,26% observada em julho. Tal resultado marca o primeiro valor negativo desde agosto de 2024 (-0,02%). No Brasil, o IPCA acumula uma alta de 3,15% no ano e, nos últimos 12 meses, o índice atingiu 5,13%, patamar inferior aos 5,23% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

A deflação local foi impulsionada pelos grupos de Transportes e Alimentação e bebidas, que, pelo terceiro mês consecutivo, foram os maiores contribuintes para a desaceleração do índice, com recuos de 1,04% e 0,66%, respectivamente. Dentre os itens e subitens, destacam-se as quedas nos preços da gasolina (-2,20%), do etanol (-4,60%), da motocicleta (-1,63%), da refeição (-0,24%), do lanche (-1,43%) e do arroz (-0,73%). Outros produtos que apresentaram variações negativas significativas foram o tomate (-17,68%), a cebola (-10,85%) e o alho (-7,44%).

O grupo de Habitação também apresentou variação negativa na capital goiana, registrando 1,95%, influenciado principalmente pela queda de 7,77% na energia elétrica residencial. Em contrapartida, o setor de Vestuário exibiu a maior alta do mês, com 2,35%, pressionado pelo aumento de preços nas roupas femininas (2,51%) e masculinas (2,87%).

A composição dos pesos mensais dos grupos no cálculo do IPCA para Goiânia em agosto de 2025 inclui: Transportes (23,59%), Alimentação e bebidas (21,45%), Habitação (13,44%), Saúde e cuidados pessoais (12,92%), Despesas pessoais (10,66%), Educação (5,80%), Vestuário (4,82%), Comunicação (3,71%) e Artigos de residência (3,60%).

Quanto aos índices regionais, Vitória apresentou a maior variação (0,23%) por conta da energia elétrica residencial (7,02%) e da taxa de água e esgoto (4,64%). A menor variação (-0,40%) foi registrada em Goiânia e Porto Alegre, influenciada pelas quedas na energia elétrica residencial (-7,77% e -6,68%) e na gasolina (-2,20% e -2,69%).

O INPC também apresentou queda em Goiânia, com variação de -0,43% em agosto de 2025, evidenciando que a queda dos preços foi maior para os itens consumidos pelas pessoas com rendimentos entre um e cinco salários mínimos. Esta é a terceira queda para o índice no ano. Assim, a variação acumulada no ano foi de 1,40%, sendo a menor variação acumulada do país.

No Brasil, por sua vez, o índice foi de -0,21% em agosto. No ano, o acumulado é de 3,08% e, os últimos 12 meses, de 5,05%, inferior aos 5,13% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Em Goiás, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,09% em agosto, após a variação de 0,25% em julho do ano corrente, a décima quinta alta consecutiva, acumulando em 12 meses variação de 5,30%. O índice de agosto foi a segunda menor alta do país, acima apenas da variação registrada no Espírito Santo (0,02%).

O custo goiano da construção por metro quadrado foi de R$ 1.834,99 em agosto, sendo R$1.040,46 relativos aos materiais e R$ 794,53à mão de obra. O custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, por sua vez, foi de R$ 1.863,00 em agosto, sendo R$ 1.064,10 relativos aos materiais e R$789,90 à mão de obra. Custo médio m² – variação percentual em doze meses (%) 5,42 5,30

Botão Voltar ao topo