Estimativa de janeiro de 2025 prevê alta de 12,2% e safra goiana de grãos é recorde

Em janeiro, a produção goiana de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 é a maior registrada na série histórica da pesquisa e deve totalizar 36,3 milhões de toneladas, alta de 12,2% em relação à obtida em 2024 (32,3 milhões de toneladas). A área a ser colhida é de 8,1 milhões de hectares, crescimento de 2,85% em relação à área plantada em 2024, com aumento de 251,3 mil hectares.
A produção estadual de soja deve alcançar 18,5 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 9,1% em comparação à quantidade obtida no ano anterior, estabelecendo um novo recorde na produção goiana. A expectativa da maior produção registrada em Goiás é baseada no aumento da área a ser colhida, que passou de 4,9 milhões de hectares em 2024 para 5,1 milhões de hectares em 2025 (+2,1%) e na previsão da alta no rendimento médio (quilogramas por hectare) da cultura, passando de 3,4 mil kg/ha na safra anterior para 3,7 mil kg/ha na safra atual.
Na primeira estimativa de 2025, mais duas culturas de primeira safra chamaram a atenção: feijão e milho. A produção prevista para o feijão (1ª safra) no estado é de 120,7 mil toneladas, 28,5% superior ao ano anterior (93,9 mil toneladas). O otimismo na produção é explicado pelo aumento de 15,9% na área plantada e pelo aumento no rendimento médio de 10,8% na comparação das safras de 2025 e 2024. Já para o milho (1ª safra) é esperado uma produção 15,5% superior a 2024, alcançando 1,5 milhão de toneladas, também baseado na estimativa de aumento da área a ser colhida (2,34%) e na produtividade (12,9%).
Goiás é o quarto maior produtor de grãos do país
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 29,7%, seguido pelo Paraná (13,4%), Rio Grande do Sul (12,4%), Goiás (11,1%), Mato Grosso do Sul (7,8%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (48.9%), Sul (27,8%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,7%) e Norte