OCP, Ambipar, Liga do Araguaia e IAVA lançam projeto para restaurar até 100 mil hectares de pastagens degradadas e gerar créditos de carbono no Vale do Araguaia
Com este projeto estratégico, os parceiros reforçam o compromisso com a descarbonização e a agricultura sustentável para o Brasil;
- Projeto ALM Carbono Verde do Araguaia visa promover práticas sustentáveis e contribuir para a descarbonização da pecuária brasileira;
- Pecuaristas serão incentivados a adotar as melhores práticas destinadas a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, melhorar a saúde do solo e aumentar a captura de carbono.
Representantes da OCP, Ambipar, Liga do Araguaia e IAVA. Crédito: Julio Vilela |
São Paulo – O Grupo OCP, líder global em soluções para nutrição de solos e plantas e fertilizantes fosfatados – por meio da OCP Brasil, subsidiária da OCP Nutricrops -, a Ambipar, referência global em soluções ambientais, a Liga do Araguaia e o Instituto Agroambiental do Vale do Araguaia (IAVA) – organizações focadas no desenvolvimento rural sustentável da região, lançam nesta terça-feira o projeto ALM Carbono Verde do Araguaia.
Coleta de amostra para análise. Crédito: Divulgação |
A iniciativa tem como objetivo recuperar até 100 mil hectares de pastagens degradadas no Vale do Araguaia, no Centro-Oeste do Brasil, e gerar créditos de carbono de alta integridade, por meio da adoção de práticas sustentáveis (Agricultural Land Management – ALM). O Vale do Araguaia fica no Cerrado, um dos biomas mais diversificados do mundo, que cobre mais de 20% da área terrestre do Brasil e abriga milhares de espécies de plantas e animais.
Nos primeiros três anos, o projeto prevê a restauração de até 80 mil hectares em aproximadamente 60 fazendas, enquanto a segunda fase amplia o escopo para um total de 100 mil hectares. O projeto tem duração de 50 anos, com a primeira emissão de créditos de carbono prevista para ocorrer entre de três a cinco anos.
“Como defensora da saúde do solo, a iniciativa está alinhada com a missão da OCP de alcançar um futuro sustentável, alimentando o solo para alimentar o mundo. O projeto prevê a restauração de até 100.000 hectares de pastagens degradadas no Brasil, um país de importância estratégica para a segurança alimentar global. Esta parceria reforça o compromisso da OCP em fortalecer a segurança alimentar, destacando como o manejo adequado de fertilizantes pode mitigar e reverter as consequências das mudanças climáticas e da perda da natureza em regiões como o Vale do Araguaia”, afirma Naoufal Mahdar, Vice-presidente Sênior de Descarbonização e Ação Climática de Sustentabilidade Corporativa e Inovação do Grupo OCP.
O projeto ALM Carbono Verde Araguaia seguirá uma abordagem científica e estruturada para atingir seus objetivos, o que inclui:
- Trabalho de conscientização sobre a importância de práticas sustentáveis com o público da região;
- Recrutamento de pecuaristas comprometidos com a agricultura de carbono e o manejo sustentável do solo;
- Coleta e análise de solo para avaliação dos níveis atuais de carbono;
- Treinamentos para pecuaristas sobre saúde do solo, sustentabilidade e redução das emissões de gases de efeito estufa.
Para a Ambipar, empresa com ampla expertise em projetos dessa natureza, iniciativas assim são fundamentais para acelerar a descarbonização das economias globais, conectando empresas e instituições que lideram essa agenda.
“A Ambipar reafirma seu protagonismo na construção de soluções ambientais de alto impacto. Essa nova parceria representa um marco na integração entre conservação ambiental, desenvolvimento territorial e geração de créditos de carbono. Estamos estruturando uma cadeia produtiva rastreável, que promove segurança alimentar, valoriza os ativos locais e gera benefícios climáticos, sociais e econômicos. É assim que entregamos soluções escaláveis, duradouras e replicáveis para o Brasil e para o mundo”, destaca Soraya Pires, Head Global de Soluções de Carbono da Ambipar.
Com isso, os pecuaristas serão incentivados a adotar melhores práticas, destinadas a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, melhorar a saúde do solo e aumentar a captura de carbono, tais como:
- Manejo aprimorado da pecuária e das pastagens;
- Aplicação eficiente de fertilizantes, com base na abordagem 4C (nutriente certo, na dose certa, no momento certo, no local certo), e outros insumos;
- Uso de tecnologia e gestão integrada da propriedade e das atividades produtivas.
Pastagem degradada no MT. Crédito: João Vitor Queiroz |
Pastagem degradada em GO. Crédito: João Vitor Queiroz |
Essas etapas serão desenvolvidas com um acompanhamento próximo: haverá visitas técnicas de campo para monitorar a implementação das práticas e, assim, maximizar a captura e o armazenamento de carbono.
“A transformação da agropecuária passa pela união entre ciência, tecnologia e práticas sustentáveis. Este projeto foi desenvolvido com base em outra iniciativa bem-sucedida da OCP de agricultura de carbono no Brasil e amplia muito nossa contribuição para fortalecer a pecuária e descarbonizar o país. Acreditamos na inovação como impulsionadora de uma agricultura mais eficiente e positiva para a natureza”, afirma Marcos Stelzer, CEO da OCP Brasil.
A maior adoção de práticas sustentáveis que visam a melhoria da saúde do solo – entre as quais o manejo adequado do fósforo, nutriente vital para o desenvolvimento das plantas – possibilitará a restauração das áreas degradas, o aumento sustentável da produção pecuária e a geração de créditos de carbono de alta qualidade para as partes envolvidas.
“O lançamento do Projeto Carbono Verde do Araguaia, em parceria com a Ambipar e com a OCP, e dois grupos de produtores rurais organizados de maneira totalmente local e orgânica, a Liga do Araguaia e o Instituto Agroambiental do Vale do Araguaia, marca um grande esforço conjunto para acelerar a adoção de novas práticas produtivas e para escalar novos modelos de negócio”, diz Braz Peres Neto, Presidente da Liga do Araguaia.
“O Vale do Araguaia de Goiás é uma região que tradicionalmente tem sido explorada pela atividade de pecuária extensiva o que vem provocando, ao longo do tempo, a degradação das áreas de pastagens. Nos últimos anos se iniciou na região um processo de conversão destas pastagens degradadas em áreas de agricultura. Acredito que o projeto ALM Carbono Verde do Araguaia vai ser muito importante nesse processo de conversão de áreas uma vez que vai disseminar na região práticas de manejo regenerativo que vão contribuir em muito para o desenvolvimento sustentável do Vale”, conclui Leonardo de Oliveira Gomes, Presidente do Instituto Agroambiental do Vale do Araguaia (IAVA).