Suinocultura vence desafios em Goiás

Wandell Seixas
A Associação Goiana de Suinocultura (AGS) promoveu encontro, ontem, sobre a suinocultura, discorrendo basicamente sobre as perspectivas e desafios. O evento reuniu produtores, representações de outras entidades classistas agropecuárias, técnicos do setor, além de estudantes de veterinária no Auditório do Produtor, no Parque Agropecuário. O presidente da AGS, professor Bruno Mariano de Souza, abriu a solenidade, chamando a atenção para a evolução da cadeia suinícola no Estado. Goiás ocupa a sétima posição no ranking da produção nacional. O Estudo Setorial foi elaborado pelo Sebrae – Goiás.
Iuri Pinheiro Machado, presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA e da área de reprodução de suínos, pela UFRGS, considera que o “momento é de desafios”. Observou que há sete anos, Goiás “era importador de carne suína “in natura” e hoje se transformou em produtor moderno. E brincou: “Cobramos mais frigoríficos”, para abater naturalmente e processar as carnes de consumo. Elogiou a conduta dos suinocultores na adoção do bem-estar animal e nos índices de produtividade, além da sanidade. São condições assim que favorecem a comercialização e exportação. Goiás é o
Lívia Machado, da ABCS, entende que a suinocultura “precisa construir a sua marca”. Observou que em 2010 o consumo de carne suína correspondia a 13 quilogramas por pessoa, hoje é de 29 quilos por ano. “O mundo está em constante mudança e acompanhar tudo isso sempre será um desafio”, afirma. A ABCS tem se adaptado às novas demandas do mercado, investindo no digital e utilizando redes sociais.
“O futuro do consumo de carne suína no Brasil parece promissor, com uma tendência de crescimento contínuo”, conta Lívia. Pesquisas recentes, como a da Sodexo em 2023, mostram que 90% dos brasileiros querem comer de forma saudável, sem abrir mão da carne. “A carne suína tem grandes oportunidades dentro desse cenário, e vamos continuar trabalhando para aproximar o consumidor cada vez mais da nossa categoria”, finaliza a especialista.
Douglas Paranahyba, coordenador do Polo de Referência Nacional em Agronegócio do Sebrae, apresentou o estudo setorial sobre a suinocultura goiana, perspectivas e desafios. Abordou o cenário internacional e nacional com foco especial sobre Goiás. Chamou a atenção para o mercado, lembrando do cenário de guerra no Oriente Médio. Mas, o fator principal é que o suinocultor goiano busque se informar mais sobre a decisão a tomar, proceder a uma reflexão estratégica e servir como referência para ações de capacitação, planejamento e formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento do setor goiano.
Foram, ainda, sugeridas práticas e estratégias de promoção da suinocultura, objetivando o aumento do consumo de carne suína. O marketing e a educação alimentar, ações no varejo, degustações, parcerias com chefs e influenciadores, além de estratégias para destacar a carne suína como uma proteína saudável, versátil e acessível.