Melhoria genética do rebanho goiano reforça conquista de novos mercados para a carne bovina
Wandell Seixas
A 13ª Goiás Genética foi instalada, hoje pela manhã, no Parque de Exposições de Goiânia sob a perspectiva da crescente melhoria de qualidade do rebanho e conseqüente superioridade da carne bovina que resulta na conquista de mercados. Mesmo em tempo de dificuldades impostas pelo governo americano, os pecuaristas brasileiros, em particular os goianos, que investiram na genética e na sanidade animal, encontram consumidores asiáticos e africanos ávidos por proteína. A feira prossegue até o dia 12, sexta-feira. A realização é da Associação Goiana de Criadores de Zebu (AGCZ) com o apoio do Sebrae, Faeg/Senar, Fundepec, Embrapa, entre outras entidades classistas. Mais de setecentas inscrições já foram feitas.
O presidente da AGCZ, Luciano Marques Bonfim, teceu considerações sobre a importância do melhoramento genético, observando que os esforços são recompensados financeiramente. “Garante o nosso futuro”, resumiu. A vice – prefeita, coronel Cláudia, representou o prefeito Sandro Mabel, disse que “é vivível a evolução dos negócios em decorrência dos investimentos em genética”. Vanessa Barbosa, da ABCZ, vê “eficiência nas ações, maior produtividade e uma estratégica que torna a pecuária goiana mais lucrativa”. Dirceu Borges, superintendente do Senar, lembrou que a iniciativa está chegando também aos pequenos criadores. Douglas Paranaíba, do Sebrae, enalteceu a prática com os “avanços da pequena criação”.
Alfredo Luiz Correa, do Fundepec, lembrou do pioneirismo na área de sanidade animal, apontando nomes de líderes como Ricardo Yano e Wagner Miranda. Gilberto Marques Neto, presidente da SGPA, avalia como da maior importância para a economia goiana a busca continua pelo aperfeiçoamento do rebanho. O secretário da Agricultura, Pedro Leonardo de Paula Resende, vê o sucesso da feira, observando que ela traduz em oportunidades e prioridades. Na sua avaliação, os indicadores são positivos. São mais de oitenta países que consomem a carne bovina, superando a política tarifária comandada pelo governo Trump. Revelou novidades, ainda, na área do melhoramento da raça sob a gestão da agropecuária familiar.
A feira conta com estande de mais de cem empresas com expertise na área e um seleto time de palestrantes que oferecer o que há de novo em tecnologia e inovação na genética zebuína de corte e de leite. O público-alvo são produtores, professores, estudantes e empresários do segmento. Durante a semana está havendo julgamento da exposição nacional da raça Tabapuã. A expectativa dos realizadores é que a feira reúna em torno de 500 participantes.
O presidente da AGCZ, Luciano Marques de Bonfim, disse a este jornal que a realização da feira é sempre um desafio. Mas que a programação foi pensada estrategicamente para tratar de novidades na área de melhoramento genético do rebanho, manejo, nutrição, sanidade, cooperativismo, melhores práticas sustentáveis, rastreabilidade, mulheres do agro, doenças que preocupam como tuberculose e brucelose, entre outros.