Previsão de agosto confirma safra recorde de soja em Goiás

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de julho estimou uma produção de 20,1 milhões de toneladas de soja em Goiás e, com isso, a expectativa é de safra recorde em 2025. Em relação a 2024, o aumento previsto é de 18,6%, ocasionado pelo crescimento da área plantada (2,2%) e, principalmente, pelo avanço do rendimento (16,0%), que deve saltar de 3.423 kg/ha para 3.971 kg/ha. No Brasil, também é esperada produção recorde, com 165,9 milhões de toneladas.
Ainda no grupo dos Cereais, leguminosas e oleaginosas, merecem destaque os incrementos de produção esperados em outras culturas, como o feijão 3ª safra (12,3%), o milho 2ª safra 3,4%) e o trigo (15,9%). As duas primeiras têm suas previsões relacionadas aos crescimentos de área plantada – com aumentos de 10,9% para a feijão 3ª safra e de 10,7% para o milho 2ª safra – e de rendimento – com acréscimos de 1,3% e 11,5%, respectivamente. Quanto ao trigo, porém, ressalta-se a expectativa de rendimento 20,4% maior que o obtido em 2024, que, mesmo com a redução em 3,7% da área plantada, deve levar a uma produção 21,0 mil toneladas acima da safra anterior.
Produção estimada de sorgo cresce quase 20%
O levantamento estima a produção de 1,8 milhão de toneladas de sorgo em Goiás, 19,6% maior que a obtida em 2024. A alta é fundamentada pelos aumentos da área plantada (11,0%), que subiu 51,6 mil ha, e de rendimento médio, cuja previsão é de que seja 7,6% superior ao da última safra.
Fora do grupo de grãos, destaca-se a cana-de-açúcar, com produção esperada de 85,5 milhões de toneladas em 2025, 7,5% acima da obtida em 2024. Conforme a estimativa mais recente, sua área plantada deve aumentar em 14,7%.
Estimativa confirma Goiás como o terceiro maior produtor de grãos do país
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para todas as regiões: Centro-Oeste (21,3%), Norte (21,0%), Sudeste (16,6%), Sul (9,4%) e Nordeste (8,6%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Região Norte (3,1%) e a Sul (0,4%). A Centro-Oeste (0,0%) apresentou estabilidade, e a Região Nordeste (-0,4%) e a Sudeste (-0,2%) apresentaram retração.
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,5%), Mato Grosso do Sul (7,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,6% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,4%), Sul (25,1%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,5%).
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Pará (351.544 t), no Paraná (317.500 t), no Tocantins (186.964 t), em Rondônia (126.337 t) e no Amazonas (16 t). As variações negativas ocorreram em Minas Gerais (-62.524 t), no Ceará (-61.953 t), em Goiás (-33 633 t), no Maranhão (-21.938 t), em Pernambuco (-11.677 t), em Alagoas (-9.021 t), no Rio Grande do Norte (-7.761 t), no Rio de Janeiro (-205 t) e no Acre (-53 t).