Ibge mostra altos e baixos da produção bovina, suína, aves, leite e ovos em Goiás
Wandell Seixas
O IBGE, através da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), apresenta registros com as altas e baixas da produção bovina, suína, avicultura, leiteira e de ovos em Goiás, um dos lideres na atividade no País. Segundo a PPM, em 2024, o efetivo bovino nacional registrou 238,2 milhões de cabeças, uma leve redução de 0,2% em comparação a 2023, mas ainda o segundo maior da série histórica.
Goiás contabilizou 23,2 milhões de cabeças, mantendo-se como o terceiro maior detentor de rebanho bovino do Brasil, com 9,7% de participação nacional. No entanto, o Estado registrou uma retração de 2,2% em seu rebanho bovino em relação a 2023 (23,7 milhões de cabeças). Essa queda, embora menos acentuada que a de 2,8% observada de 2022 para 2023 marca o segundo ano consecutivo de diminuição.
Nova Crixás, o representante goiano nos 20 municípios com os maiores efetivos, teve queda de 3,6% no o número de cabeças em 2024 (772,8 mil cabeças) em comparação a 2023 (802,0 mil cabeças). São Miguel do Araguaia também teve queda nessa base de comparação, com variação de -9,7%, saindo de 659,8 mil cabeças para 595,7 mil cabeças. Além disso, também apresentaram quedas os municípios de Porangatu (de 508,5 mil em 2023 para 470,4 mil em 2024), Caiapônia (de 440,0 mil para 417,0 mil) e Mineiros (de 387,0 mil para 380,0 mil).
Goiás tem alta no efetivo de suínos, ganha posição e torna-se o sétimo maior produtor do País. O efetivo nacional de suínos registrou 43,9 milhões de animais em 2024, um aumento de 1,8% em relação a 2023, marcando o segundo maior quantitativo da série histórica. Goiás acompanhou essa tendência de crescimento, com um efetivo de 1,55 milhão de cabeças em 2024, representando um aumento de 0,9% em relação a 2023 (1,54 milhão de cabeças), subindo uma posição no ranking nacional, tornado-se o sétimo maior produtor brasileiro. O ritmo de crescimento estadual em 2024 (0,9%) foi mais lento do que o registrado de 2022 para 2023 (1,4%).
Por outro lado, Rio Verde, no Sudoeste, que era o sexto maior produtor nacional em 2023 com 396.955 cabeças, registrou um leve aumento para 375.780 cabeças em 2024, mas caiu para a 7ª posição nacional. Outros municípios goianos com variações notáveis incluem Jataí (aumento de 71,7 mil para 110,0 mil), Montividiu (de 29,7 mil para 49,5 mil), Mineiros ( 6,5 mil para 48,0 mil) e Aparecida do Rio Doce (46,0 mil para 48,0 mil).
Efetivo de galináceos em Rio Verde sobe, mas o município cai uma posição no ranking nacional. O efetivo de galináceos foi estimado em 1,58 bilhão de cabeças em 2024, com acréscimo de 1,7% em relação a 2023, atingindo novo recorde. Os goianos também reverteram a tendência de queda, registrando um crescimento de 2,1% em seu efetivo de galináceos, passando de 96,9 milhões de cabeças em 2023 para 98,9 milhões em 2024. Isso representa uma recuperação após a queda de 2,6% observada de 2022 para 2023.
O município de Rio Verde caiu uma posição e ficou como o sétimo maior produtor nacional de galináceos, com 11,3 milhões de cabeças em 2024, mesmo apresentando aumento de 2,6% em relação aos 11,0 milhões de 2023. É importante notar que Santa Maria de Jetibá (ES) lidera o ranking nacional com 17,4 milhões de cabeças em 2024. Itaberaí teve queda de 3,5% no seu efetivo e apresentou-se em décimo no ranking nacional.
Produção de ovos
A produção brasileira de ovos de galinha atingiu novo recorde de 5,4 bilhões de dúzias em 2024, mais de 8,6% em relação a 2023, mantendo trajetória de crescimento contínuo desde 1999. O valor de produção também evoluiu 4,9%, chegando a R$ 31,9 bilhões. Em Goiás, a produção de ovos de galinha foi de 282,357 milhões de dúzias em 2024, o que representa leve queda de 0,33% em comparação a 2023 (283,296 milhões de dúzias).
Inhumas é o município que mais produziu ovos de galinha. Com 52,9 milhões de dúzias em 2024, o município saiu da oitava colocação entre os maiores produtores para a décima primeira posição. Leopoldo de Bulhões, segundo maior produtor em território goiano, saiu de décimo terceiro colocado em nível nacional para 21º. O município produziu 43,7 milhões de dúzias de ovos de galinha em 2024.
Leite
A produção nacional de leite atingiu um volume recorde de 35,7 bilhões de litros em 2024, com um crescimento de 1,4% em relação a 2023. Esse aumento ocorreu apesar da queda no número de vacas ordenhadas (15,1 milhões, -2,8%), indicando um contínuo crescimento na produtividade média nacional, que chegou a 2.632 litros/vaca/ano (4,3%). Em Goiás, a produção leiteira foi de 2,92 bilhões de litros em 2024, registrando queda de 2,0% em comparação aos 2,98 bilhões de litros de 2023. Essa retração representa aceleração da queda, visto que de 2022 para 2023 o declínio foi de 0,5%.
Orizona (GO) saiu de sétimo para o nono maior produtor municipal do Brasil, com 124,567 milhões de litros em 2024, apesar de ter tido um leve aumento (0,2%) em relação aos 124,259 milhões de 2023. Outros municípios goianos que se destacaram são: Piracanjuba (de 83,5 milhões para 81,6 milhões de litros), Bela Vista de Goiás (de 81,7 milhões para 80,5 milhões de litros) e Rio Verde (de 76,6 milhões para 79,5 milhões de litros).