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Goiás tem percentual de pessoa idosas abaixo da média nacional, revela o IBGE

De acordo com o Censo 2022,recém divulgado, o Brasil possui 32.113.490 pessoas com 60 anos ou mais, o que representa 15,8% de sua população total. Nesse contexto, Goiás apresenta um perfil demográfico relativamente mais jovem. Com 964.417 pessoas com 60 anos ou mais, correspondendo a 13,7% de sua população, o Estado ocupa a 15ª posição entre as 27 unidades federativas no que tange à proporção de idosos. Este percentual situa o estado abaixo da média nacional.

 Após compreender o posicionamento goiano no cenário nacional, o relatório detalhará as características internas dessa população, revelando uma realidade complexa e heterogênea.

Goiás apresenta uma população idosa predominantemente urbana (93,2%), um percentual superior à média nacional (87,4%). Na zona rural goiana, a proporção de homens idosos (58,1%) é maior que a de mulheres (41,9%), revertendo a tendência observada na população total e na urbana.

Entre os municípios goianos com maior proporção de população idosa (60 anos ou mais de idade) estão: Aurilândia (27,7%), Amorinópolis (27,3%), Aloândia (25,9%), Moiporá (25,6%) e Córrego do Ouro (25,2%). Já entre os municípios com menor proporção de população idosa estão: Chapadão do Céu (6,2%), Águas Lindas de Goiás (6,6%), Valparaíso (7,6%), Senador Canedo (8,2%) e Cidade Ocidental (8,30).

Os grandes centros urbanos apresentam taxas próximas ou ligeiramente acima da média estadual, como Goiânia (15,1%) e Anápolis (14,2%). Aparecida de Goiânia (10,5%), Valparaíso (7,6%) e Águas Lindas (6,6%) exibem perfis demográficos mais jovens, característicos de áreas de forte atração populacional.

A população de 60 anos ou mais experimentou um crescimento expressivo nas últimas cinco décadas, passando de 102.792 pessoas em 1970 para 964.417 em 2022 — um aumento de mais de 828%. O crescimento percentual da população idosa em relação à população total também foi notável, saltando de 3,5% para 13,7% no mesmo período nas últimas cinco décadas.

De acordo com o Censo 2022, do total de pessoas com deficiência em Goiás, 41,9% têm 60 anos ou mais. Embora relevante, o indicador mostra a composição etária do grupo com deficiência. No Estado, das 968.571 pessoas com 60 anos ou mais, 201.803 foram identificadas com alguma deficiência, resultando em uma prevalência de 20,8%. Este valor é ligeiramente superior à média nacional, que é de 20,3% (6.534.684 idosos com deficiência em um total de 32.228.581).

Pela primeira vez na história, o Censo Demográfico incluiu uma pergunta sobre o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA). Essa inclusão representa um marco para a visibilidade estatística dessa população, fornecendo dados essenciais para o planejamento de políticas públicas de saúde, educação e assistência social que atendam às suas necessidades específicas ao longo de todo o ciclo de vida.

No Brasil, 2.405.337 pessoas foram reportadas como diagnosticadas com autismo, o que corresponde a 1,2% da população. Em Goiás, o número total é de 75.040 pessoas, representando 1,1% da população do estado, um percentual muito próximo à média nacional.

Focando na população idosa, os dados revelam que em Goiás 9.297 pessoas com 60 anos ou mais foram diagnosticadas com autismo, o que representa 1,0% da população total dessa faixa etária no estado.

O Censo também identificou e mapeou favelas e comunidades urbanas, permitindo um olhar preciso sobre as condições de vida de seus moradores. Em Goiás, 8.618 pessoas com 60 anos ou mais residem em favelas e comunidades urbanas. Esse contingente, embora represente uma pequena fração do total de idosos do Estado, está concentrado em poucos municípios e enfrentam desafios adicionais de acesso a serviços de saúde, mobilidade e segurança.

A forte concentração em Goiânia e nos municípios do Entorno do Distrito Federal, como Novo Gama e Águas Lindas de Goiás, evidencia que a vulnerabilidade socioeconômica na velhice está intimamente ligada às dinâmicas de crescimento metropolitano desordenado.

A análise educacional dos idosos goianos revela desafios e particularidades, especialmente quando se trata de alfabetização e formação superior. Em 2022, a taxa de alfabetização para pessoas com 65 anos ou mais em Goiás era de 78,8%. Este índice é ligeiramente inferior à média nacional de 79,8%.

Comparativamente, Goiás ocupa a 10ª posição no ranking nacional, superando todos os estados das regiões Norte e Nordeste (com exceção do Acre), mas ficando atrás dos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Entre os idosos com nível superior completo, as áreas de formação mais comuns refletem os cursos tradicionalmente ofertados no passado. A formação de professores lidera com folga, seguida por Direito e áreas de gestão.

A PNAD Contínua revelou que, em 2024, 208 mil idosos (37,5% do total de pessoas que moram sozinhas) viviam sozinhos em Goiás. Este percentual é menor que a média nacional de 40,5%.

Por fim, de acordo com o Censo Demográfico 2022, entre a população idosa, a religião predominante é a Católica Apostólica Romana (597.953 pessoas), seguida pela Evangélica (265.779 pessoas). A religião Espírita é seguida por 29.464 idosos.

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