Tendência

Produção do pequi cai 22,1% no cerrado goiano

Wandell Seixas

O pequi, tradicionalmente um dos principais produtos extrativistas goianos, teve uma queda de 22,1% na quantidade produzida, totalizando 2,9 mil toneladas. Os dados são do IBGE, observando que seu valor de produção foi de R$ 4,5 milhões. Isto corresponde a 13,7% do valor total da extração vegetal, uma participação significativamente menor que a de 37,1% registrada em 2023. A fruta é um símbolo cultural e econômico do Cerrado, mas sua ocorrência está ameaçada devido à destruição do bioma. 

O pequi é um fruto nativo do Cerrado brasileiro, conhecido pelo seu nome indígena que significa “casca espinhosa”. Com um sabor e aroma marcantes, é amplamente utilizado na culinária regional, especialmente em pratos como arroz com pequi e galinhadas. A polpa é rica em vitaminas e carotenóides, enquanto a amêndoa dá origem a um óleo com propriedades antiinflamatórias e cicatrizantes, sendo também matéria-prima para o biodiesel e cosmético.

De acordo com levantamento da Divisão Técnica da Ceasa/GO, na safra 2022/2023, foram comercializadas nas suas instalações 6.414 toneladas de pequi, o que perfaz uma movimentação financeira na ordem de R$ 10,4 milhões. Já na safra 2024/2025, entraram na empresa 1.174 toneladas, número considerado relevante, apesar da seca e das queimadas que afetaram o país – em especial o Cerrado – no estio.

Culinária

É um ingrediente versátil, usado em receitas salgadas e doces, como tempero e em conservas. Pratos tradicionais incluem arroz com pequi, frango ao pequi e geléias. Requer cuidado ao consumir, pois é preciso roer o fruto cozido para evitar os finos espinhos do caroço. O alimento costuma ser destaque no arroz de pequi e na galinhada típica do Centro Oeste. Além disso, é retirado dele um óleo espesso, que lembra azeite de dendê. O pequi também é consumido como sorvete, licor e castanha.

Imagem: Nivaldo Ferrer

Em geral, antes de ser consumido, o pequi precisa ser cozido. Na hora de colocá-lo na boca é necessário roê-lo e tomar muito cuidado para não mordê-lo de jeito nenhum. Isso porque a fruta tem uma grande quantidade de espinhos ultrafinos abaixo da polpa, que grudam na gengiva, na boca, na língua e só são removidos com auxílio de uma pinça. A não ser que a polpa já venha ao prato cortada em lascas, o melhor jeito de se comer pequi é pegar com as mãos e roer o caroço.

Castanha de pequi

Depois de cozido e com a polpa retirada, uma boa surpresa é a castanha encontrada no caroço da fruta. Fresca, úmida e leitosa, ela tem um sabor peculiar e agradável, que lembra um pouco o pequi. Mas para chegar à castanha, é necessário um trabalho dobrado. Quando o fruto é cozido, após retirar a polpa ou roer, é só apoiar a faca em cima do fruto e bater com um martelo.

Benefícios

A polpa do pequi é rica em gorduras, proteínas, fibras, carboidratos, além de possuir uma boa quantidade de frutose. O fruto também contém diferentes substâncias antioxidantes.

Onde comprar

As conservas em lascas de pequi ou o creme feito com elas são encontrados facilmente em mercados municipais ou empórios de produtos brasileiros. As castanhas também podem ser encontradas já prontas.

Para quem quer comprar os produtos provenientes da fruta, um bom lugar é a feira livre. Pode, ainda, encomendar de um conhecido que for a Brasília, Pirenópolis, Goiás Velho.

É difícil fornecer o preço exato, pois varia muito conforme a forma de venda (fresco, em conserva, congelado, óleo, etc.) e o local de compra. O preço pode ir de R$13,00 ou uma tonelada de pequi médio descascado em Goiânia a R$ 40.000,00.

Fatores que influenciam o preço

  • Forma de venda: Pequi fresco, em conserva, congelado, polpa, óleo ou farinha terão preços diferentes. 
  • Tipo de processamento: O pequi fatiado pode ter um preço diferente do pequi inteiro, por exemplo. 
  • Localização: Os preços podem variar significativamente entre os estados e até mesmo entre cidades. 
  • Época do ano: A safra de pequi acontece entre novembro e janeiro. 
  • Qualidade: Frutos de primeira linha ou com denominações específicas podem ter preços mais elevados. Agradecemos a colaboração

Com seu feedback, podemos deixar o Google ainda melhor. Consulte nossa

Acrescentar outras informaçõesInformar um problemaFechar

A extração de recursos vegetais naturais em Goiás gerou um valor de produção de R$ 33,0 milhões em 2024. O grande destaque do ano foi a madeira em tora, que, com R$ 15,2 milhões, passou a responder por 46,0% do valor total da extração vegetal no Estado. A lenha foi o segundo produto mais importante, com R$ 8,1 milhões (24,7% do total).

Botão Voltar ao topo