Inflação em Goiânia sofre impacto da energia elétrica e dos combustíveis de veículos
Wandell Seixas
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Goiânia apresentou alta de 0,75% setembro, após queda registrada em agosto (-0,40%). O resultado é o maior desde fevereiro de 2024 (1,16%%), sete meses atrás, mas ainda ficou abaixo do assinalado em setembro do último ano (1,08%). O maior impacto do índice inflacionário é atribuído à energia elétrica nas residências e aos combustíveis de veículos.
O INPC também apresentou alta em Goiânia, com variação de 0,80% em setembro de 2025. Esta foi a primeira alta após duas quedas seguidas para o índice. Em comparação ao IPCA (0,75%), essa alta dos preços no município revela maior impacto para os mais pobres, uma vez que, a cesta de compras analisada pelo INPC é referente às das famílias com rendimentos entre um e cinco salários mínimos. Mesmo assim, a variação acumulada no ano foi de 2,21% nesta Capital, se mantendo como a menor do País.
No Brasil, o índice de setembro (0,48%) também acelerou em relação ao mês anterior (-,11%). A principal influência para o valor apresentado veio da energia elétrica residencial, que havia caído 4,21% em agosto, mas subiu 10,31% em setembro. Com isso, o grupo de Habitação (2,97%) atingiu sua maior alta desde fevereiro de 2025 (4,44%).
Segundo o IPCA, na comparação com setembro de 2024 (1,08%), houve queda de 0,33 ponto percentual do índice goianiense. Com isso, o acumulado em 12 meses caiu de 4,85% em agosto para 4,51 em setembro. No ano, Goiânia acumula variação de 2,44%.
Já o Brasil, o índice ficou 0,04 pontos percentuais acima do apresentado em setembro do último ano (0,44%), assinalou alta do valor acumulado em 12 meses – de 5,13% em agosto para 5,17% em setembro. No ano, o índice é de 3,64%.
A alta foi puxada pela energia elétrica residencial e pelos combustíveis de veículos, mas Alimentação e bebidas têm queda. Nesta Capital, o grupo de Habitação foi o que mais contribuiu para a aceleração do índice geral de setembro (0,75%), com alta de 3,67%. Seu resultado foi impulsionado pelo preço da energia elétrica residencial, que, após apresentar queda em agosto (-7,77%), subiu 12,10% no último levantamento.
O setor de Transportes, que possui o maior peso para o cálculo do IPCA, foi o segundo com maior impacto em setembro. Em Goiânia, seu índice ficou em 1,09%, alavancado pela alta dos Combustíveis de veículos (3,77%). Após caírem por três meses consecutivos, os preços da gasolina (3,28%) e do etanol (7,38%) voltaram a subir na Capital goiana. Apesar disso, o conserto de automóvel (-1,75%) ficou mais barato.
Já o grupo de Alimentação e bebidas (-0,25%), cujo peso mensal é o segundo maior, alcançou o quinto recuo sucessivo. Entre seus itens e subitens, destacam-se o tomate (-16,19%) – que, em agosto (-17,68%), também havia apresentado queda expressiva –, as Carnes (-0,62%) e o arroz (-1,64%), que, com redução de seu preço pelo décimo primeiro mês consecutivo, já acumula queda de 24,62% em 12 meses. O ovo de galinha (-2,82%) também assinalou mais uma retração, a sexta sucessiva, assim como o frango em pedaços (-1,44%), que voltou a cair após dois meses de alta.