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PCA: Goiânia encerra 2025 com a segunda menor inflação acumulada desde 2020


Em 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Goiânia foi de 4,12%. O resultado foi o segundo menor desde 2020, quando se iniciou a série histórica, perdendo apenas para o índice de 2023 (3,82%). Além disso, a taxa representou uma desaceleração expressiva de 1,44 ponto percentual frente a 2024 (5,56%), quando o percentual goianiense só ficou abaixo da alta atípica de 2021 (10,31%).

No Brasil, a inflação fechou o ano com alta de 4,26%, ficando 0,57 p.p. abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e situando-se abaixo do teto da meta (4,50%) de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Este também foi o menor acumulado para o ano desde 2018 (3,75%).

O resultado de 2025 para o país foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06%, em 2024, para 6,79%, registrando a maior influência no acumulado do ano. Na sequência, as maiores variações vieram de Educação (6,22%), Despesas pessoais (5,87%) e Saúde e cuidados
pessoais (5,59%).

Quanto à variação mensal, em dezembro, o IPCA de Goiânia desacelerou para 0,23%, após alta de 0,44% em novembro. O índice é o menor em quatro meses e ficou 0,57 p.p. abaixo do apresentado para o mesmo mês de 2024 (0,80%).

No Brasil, o resultado foi de 0,33%, posicionando-se acima da taxa de novembro (0,18%), mas abaixo da registrada em dezembro de 2024 (0,52%). Esta foi a menor inflação para um mês de dezembro desde 2018 (0,15%).

Puxada pela queda de preços do arroz, Alimentação no domicílio fica mais barata em 2025. Em 2025, o grupo de Alimentação e bebidas, que possui o maior peso mensal para o cálculo do IPCA, acumulou alta de 1,28% na capital goiana. Na comparação com 2024 (9,76%), o resultado corresponde a uma expressiva desaceleração de 8,48 p.p.

Ele se divide em dois subgrupos, que apresentaram comportamentos distintos em 2025. Enquanto a Alimentação no domicílio (-0,82%) ficou mais barata, pressionada pela queda de preços do arroz (-29,87%) e do leite longa vida (-7,49%), a Alimentação fora do domicílio (7,42%) teve a maior alta desde 2022 (11,69%). O arroz, cabe ressaltar, apresentou em 2025 a maior retração da série histórica, após fechar 2024 com alta de 9,47%.

Energia elétrica residencial sobe mais de 20% em 2025

Com variação acumulada de 10,49% em 2025, o grupo de Habitação foi aquele que mais alavancou a inflação goianiense no ano. Entre seus subitens, destaca-se a energia elétrica residencial, que, embora tenha registrado queda em dezembro (-5,38%), acumulou alta de 23,07% no ano, a maior desde
2020, quando teve início a série histórica. Ressalta-se, também, o aluguel residencial, cujo preço subiu
6,89% em 2025, atingindo a maior variação desde 2022 (13,81%).

Os grupos de Despesas pessoais (5,77%) e Transportes (2,62%) também foram relevantes para o índice da capital em 2025. Em relação ao primeiro, os jogos de azar (15,17%) foram o subitem de maior impacto. Quanto ao segundo, os combustíveis de veículos (4,31%) representaram a maior influência positiva, enquanto os preços de automóvel usado (-3,55%) e de automóvel novo (-1,91%) se posicionaram como as variações negativas de maior importância no ano.

Em 2025, inflação de Goiânia ficou abaixo da média nacional

Entre as 16 localidades onde o IBGE faz o acompanhamento semanal dos preços, Vitória (4,99%) teve a maior variação em 2025, influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (17,48%) e do plano de saúde (6,33%). Porto Alegre (4,79%) e São Paulo (4,78%) vieram a seguir.

O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Campo Grande (3,14%), com destaque das quedas do arroz
(-31,01%), das frutas (-10,83%) e das carnes (-2,94%). Com percentual de 4,12% acumulado no ano, a in-
flação de Goiânia ficou ligeiramente abaixo da média nacional (4,26%).

NPC: em 2025, inflação teve menor impacto entre os mais pobres

Além do IPCA, que abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, o IBGE divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que investiga as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos.

Em 2025, o INPC de Goiânia foi de 3,72%, colocando-se abaixo do IPCA acumulado no ano (4,12%). Assim, contrapondo-se ao ocorrido em 2024, o resultado indica que o impacto da inflação em 2025
foi menor entre os mais pobres. O mesmo pode ser observado para o Brasil, cujo INPC (3,90%) ficou 0,36
p.p. abaixo do IPCA.

Quanto à variação mensal, em dezembro, o INPC de Goiânia desacelerou para 0,04%, após alta de 0,51% em novembro. O índice é o menor em quatro meses e ficou 0,65 p.p. abaixo do apresentado para o mesmo mês de 2024 (0,69%). No Brasil, o resultado foi de 0,21%, posicionando-se acima da taxa de
novembro (0,03%), mas abaixo da registrada em dezembro de 2024 (0,48%).

Sinapi: em 2025, custo médio do metro quadrado teve alta acima da inflação

Em 2025, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) acumulou alta de 5,46%, em Goiás, e de 5,63%, no Brasil. Ambas as variações superaram o índice oficial da inflação no país (4,26%).

INPC IPCA
Variável Brasil Goiânia
INPC – Variação mensal (%) 0,21 0,04
INPC – Variação acumulada no ano (%) 3,90 3,72
INPC – Variação acumulada em 12 meses (%) 3,90 3,72

Além disso, elas atingiram o maior patamar desde 2022, ano em que o custo médio do me –
tro quadrado subiu 12,68% em Goiás e 10,90% no Brasil. Quanto à variação mensal, em dezembro, o índice de Goiânia desacelerou para 0,24%, após alta de 0,29% em novembro. No Brasil, o resultado foi de 0,51%, 0,26 p.p. acima da taxa de novembro (0,25%).

Em dezembro, o custo goiano da construção por metro quadrado foi de R$ 1.854,97, sendo R$ 1.058,38 relativos aos materiais e R$ 796,59 à mão de obra. O custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, por sua vez, foi de R$ 1.891,63 no mesmo período, sendo R$ 1.078,39 relativos aos materiais e R$ 813,24 à mão de obra.



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