Sistema OCB/GO leva pauta do agro a debate com pré-candidato Romeu Zema
O encontro reuniu lideranças empresariais para analisar os desafios do ambiente de negócios no Brasil

O Sistema OCB/GO levou a pauta do agronegócio ao centro do debate realizado nesta quinta-feira (23) na sede da Fecomércio-GO com o empresário, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema. O presidente da Casa do Cooperativismo Goiano, Luís Alberto Pereira, abordou o crescente endividamento dos produtores rurais e questionou o pré-candidato quais seriam medidas concretas para mitigar a crise no campo.
A reunião extraordinária do Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO) foi coordenada pelo presidente da Fecomércio-GO, Marcelo Baiocchi. O encontro reuniu lideranças do setor para analisar entraves como a complexidade regulatória, a carga tributária e a falta de previsibilidade econômica.

O Sistema OCB/GO também foi representado pelo superintendente Jubrair Gomes Caiado, pelo gerente-geral Victor Rios e pelo presidente da Uniodonto Goiânia e conselheiro de administração da entidade, Fábio Prudente (ao centro).
Ao tomar a palavra, Luís Alberto Pereira definiu a conjuntura como uma “tempestade perfeita”, citando a instabilidade geopolítica — que eleva os custos de produção —, a estagnação dos preços das commodities e os eventos climáticos imprevisíveis. “Isso tem deixado nosso produtor rural completamente endividado”, afirmou. Ele ressaltou que o problema atinge também o comércio, o turismo, as cooperativas de crédito e os bancos, e perguntou sobre instrumentos como a securitização e o seguro rural.

Zema respondeu que a responsabilidade fiscal do governo é o caminho para reduzir a taxa de juros e baratear o financiamento ao produtor. “Sou totalmente favorável a termos aqui um seguro rural que, em países desenvolvidos, países que são potência agrícola, 95% dos produtores têm. Aqui no Brasil, o produtor fica exposto”, declarou.
O pré-candidato também criticou restrições ambientais que impedem a produção de insumos como o fosfato e propôs a criação de uma “Declaração de Interesse Nacional” para destravar projetos estratégicos. “Não é porque aquela área está numa área de comunidade tradicional que também não vai ser minerada; dá para realocar, ceder outra área para a comunidade tradicional”, disse. Sobre logística, afirmou que o controle de gastos permitiria pavimentar estradas vicinais.
Participaram ainda do encontro representantes da Fieg, Adial, FCDL-GO, Faeg, Acieg e Facieg, entre outras entidades do setor produtivo goiano.
Fonte: AI da Fecomercio/OCBGo